Zimbabwe excluído do pacote de ajuda da UE para África
Bruxelas - O Zimbabwe foi excluído de um novo pacote de ajuda de 500 milhões de euros da União Europeia (UE) para África, após a recente promulgação da controversa Lei de Emenda à Organização Voluntária Privada (OVP) pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, noticiou hoje a imprensa local
De acordo com o portal “The Zimbabwe Mail”, a posição da UE deve-se à aprovação em Abril de uma legislação no Zimbabwe criticada pela sociedade civil e a comunidade internacional, pelo facto da mesma impor severas restrições às organizações não-governamentais (ONG) local, prejudicando potencialmente a defesa dos direitos humanos e o trabalho de justiça social no país.
Antes da reunião ministerial UE - União Africana (UA), que começou hoje em Bruxelas (Bélgica), um porta-voz da Comissão Europeia confirmou ao NewsDay que o Zimbabwe não beneficiaria do programa de assistência humanitária do bloco este ano.
“Para África, um total inicial de 500 milhões de euros apoiará pessoas vulneráveis em todo o continente”, disse o porta-voz da UE, referindo que a ajuda daria prioridade a regiões afectadas por conflitos e muito necessitadas, como a República Democrática do Congo e o Sudão.
Segundo a UE, 160 milhões de euros do pacote já foram alocados à assistência humanitária no Sudão, com fundos adicionais direccionados para países vizinhos como o Tchad, que está a acolher refugiados sudaneses. A ajuda será canalizada através de agências das Nações Unidas, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e de ONG aprovadas.
Apesar desta situação, o Zimbabwe, a UE sinalizou a sua vontade de manter laços económicos e comerciais com o país, segundo esta organização.
Falando no Fórum Empresarial UE-Zimbabwe inaugurado hoje em Harare, o embaixador da UE no Zimbabwe, Jobst von Kirchmann, reafirmou o compromisso do bloco em construir parcerias comerciais sustentáveis com este país.
O fórum empresarial, que se centra em sectores-chave como a horticultura, a mineração e as energias renováveis, faz parte de esforços mais vastos para aumentar os volumes de comércio entre este país e a UE, que ultrapassam actualmente os mil milhões de dólares.