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Zimbabwe excluído do pacote de ajuda da UE para África

Zimbabwe excluído do pacote de ajuda da UE para África
Zimbabwe excluído do pacote de ajuda da UE para África Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h16 22/05/2025

Bruxelas - O Zimbabwe foi excluído de um novo pacote de ajuda de 500 milhões de euros da União Europeia (UE) para África, após a recente promulgação da controversa Lei de Emenda à Organização Voluntária Privada (OVP) pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, noticiou hoje a imprensa local

De acordo com o portal “The Zimbabwe Mail”, a posição da UE deve-se à aprovação em Abril de uma legislação no Zimbabwe criticada pela sociedade civil e a comunidade internacional, pelo facto da mesma impor severas restrições às organizações não-governamentais (ONG) local, prejudicando potencialmente a defesa dos direitos humanos e o trabalho de justiça social no país.

Antes da reunião ministerial UE - União Africana (UA), que começou hoje em Bruxelas (Bélgica), um porta-voz da Comissão Europeia confirmou ao NewsDay que o Zimbabwe não beneficiaria do programa de assistência humanitária do bloco este ano.

“Para África, um total inicial de 500 milhões de euros apoiará pessoas vulneráveis em todo o continente”, disse o porta-voz da UE, referindo que a ajuda daria prioridade a regiões afectadas por conflitos e muito necessitadas, como a República Democrática do Congo e o Sudão.

Segundo a UE, 160 milhões de euros do pacote já foram alocados à assistência humanitária no Sudão, com fundos adicionais direccionados para países vizinhos como o Tchad, que está a acolher refugiados sudaneses. A ajuda será canalizada através de agências das Nações Unidas, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e de ONG aprovadas.

Apesar desta situação, o Zimbabwe, a UE sinalizou a sua vontade de manter laços económicos e comerciais com o país, segundo esta organização.

Falando no Fórum Empresarial UE-Zimbabwe inaugurado hoje em Harare, o embaixador da UE no Zimbabwe, Jobst von Kirchmann, reafirmou o compromisso do bloco em construir parcerias comerciais sustentáveis com este país.

O fórum empresarial, que se centra em sectores-chave como a horticultura, a mineração e as energias renováveis, faz parte de esforços mais vastos para aumentar os volumes de comércio entre este país e a UE, que ultrapassam actualmente os mil milhões de dólares.

 

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