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África do Sul prevê arrecadar mais de $223 milhões na venda de Crude

África do Sul planeia arrecadar mais de 223 milhões de dólares com venda de Crude
África do Sul planeia arrecadar mais de 223 milhões de dólares com venda de Crude Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h19 23/05/2025

Joanesburgo - A África do Sul pretende arrecadar 223,2 milhões de dólares com a venda de petróleo bruto das suas reservas estratégicas até Março de 2026.

No entanto, esse plano poderá não avançar, já que o Governo só pretende vender se o preço do barril atingir um valor considerado vantajoso.

Desde 2022, o país tenta vender parte do crude armazenado para compensar a suspensão temporária de uma taxa sobre combustíveis.

A medida foi adoptada para aliviar os consumidores face ao aumento dos preços da gasolina e do diesel, com a condição de que a receita perdida fosse recuperada através da venda das reservas.

Naquele ano, o barril de Brent teve uma média de 99 dólares, criando um cenário propício para essa estratégia. No entanto, nas últimas semanas, o preço do crude caiu para 66 dólares por barril, influenciado por receios de uma recessão global provocada pela guerra comercial liderada pelo Presidente norte-americano Donald Trump.

“O preço do petróleo está demasiado baixo. Se vendermos agora, vamos esvaziar os depósitos”, alertou Godfrey Moagi, CEO da South African National Petroleum Company. “Precisamos de vender a um preço justo para garantir que mantemos reservas suficientes. O nosso objectivo é vender quando o valor do barril for mais alto”, explicou.

A incerteza quanto à recuperação dos preços do petróleo coloca em risco as metas do Tesouro Nacional. As autoridades esperam arrecadar os 223,2 milhões de dólares com novas vendas, mas, segundo Moagi, esse valor só será atingido se o mercado alcançar o patamar esperado.

Após a suspensão da taxa em 2022, o Governo recebeu aproximadamente 111 milhões de dólares no exercício de 2023-24, período em que o preço do Brent voltou a aproximar-se dos 100 dólares. Este contexto favorável permitiu a realização das primeiras vendas de parte das reservas.

Desde então, foram vendidos 2 milhões de barris à empresa Sasol e 280 mil à filial local da TotalEnergies, conforme indicou o CEO da South African National Petroleum Company.

Actualmente, as reservas estratégicas do país estão estimadas em cerca de 7,7 milhões de barris, sob a gestão da Associação do Fundo Estratégico de Combustíveis.

Esta associação é uma unidade autónoma da empresa estatal dirigida por Moagi, que reforça a importância de manter um nível mínimo de crude armazenado. Por isso, novas vendas só serão realizadas se o preço do barril no mercado internacional voltar a subir.

 

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