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Mulher sul-africana que vendeu a filha foi condenada à prisão perpétua

Mulher sul-africana condenada a perpétua por vender filha de 6 anos
Mulher sul-africana condenada a perpétua por vender filha de 6 anos Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h07 30/05/2025 - Actualizado às 13h11 30/05/2025

Joanesburgo - Um tribunal sul-africano condenou, na quinta-feira, uma mulher a prisão perpétua por ter vendido a filha de 6 anos, num caso que provocou indignação em todo o país.

De acordo com a imprensa local, Racquel Smith e dois co-arguidos, o namorado e um amigo, foram condenados à pena máxima de prisão perpétua por tráfico de seres humanos e a 10 anos por rapto, disse o juiz Nathan Erasmus.

"Não preciso de sublinhar a gravidade [dos factos]: o rapto de uma menina de 6 anos, privando-a da sua liberdade de movimentos e da sua liberdade", acrescentou o juiz do Tribunal Superior do Cabo Ocidental.

A criança desapareceu em Fevereiro de 2024 da sua casa em Saldanha Bay, uma pequena cidade piscatória 135 quilómetros a norte da Cidade do Cabo, e nunca foi encontrada.

A mulher foi considerada culpada de raptar e vender a menina por 20.000 rands (equivalente a um milhão e vinte e seis mil kwanzas),

"Pelo crime de tráfico de seres humanos, é condenada a prisão perpétua. Pelo crime de rapto, é condenada a 10 anos de prisão", disse Erastus, sob fortes aplausos na sala de audiências.

O desaparecimento da criança desencadeou uma operação de busca a nível nacional e a fotografia da criança foi amplamente divulgada nas redes sociais.

O caso causou grande agitação no país, com um ministro a oferecer uma recompensa de um milhão de rands pelo seu regresso em segurança.

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