MINERAçãO
Botswana pretende ser centro logístico e de produção de metais

03/06/2025 21h45
Gaberone - O vice-presidente e ministro das Finanças do Botswana, Ndaba Gaolathe, anunciou que o país está a ser transformado num centro de logística e de produção para o benefício de metais de base.
A declaração foi feita na abertura da Feira Comercial do Norte, realizada em Francistown, a segunda maior cidade do país.
Gaolathe afirmou que o Governo está a reagir às restrições fiscais e à fraca perspectiva do sector dos diamantes. “Assumimos a liderança com uma compreensão sóbria da nova realidade económica que se nos depara”, declarou no seu discurso de abertura.
Para enfrentar este novo contexto, o vice-presidente defendeu uma acção além das fronteiras nacionais. “Precisávamos de sair para o mundo, bater às portas, forjar parcerias e garantir financiamento”, afirmou, destacando os esforços feitos nos últimos meses.
O governante mencionou os resultados já alcançados, como novos investimentos, parcerias e negociações bem-sucedidas de financiamento concessional. “Estes ganhos nunca poderiam ser assegurados a partir de uma secretária em Gaborone”, disse Gaolathe.
Sobre a execução de infra-estruturas prioritárias previstas no orçamento de 2025, o vice-presidente esclareceu que muitas serão financiadas a partir do balanço do Governo. “Trata-se de uma medida deliberada”, afirmou, considerando insuficiente o modelo tradicional de despesa pública.
O dirigente apontou, como alternativa, modelos como parcerias público-privadas, construção-operação-transferência e financiamento misto. “Já existem sinais encorajadores de apetência dos investidores”, disse, referindo o interesse em sectores como energia, logística, água e conectividade digital.
O responsável também respondeu às críticas públicas sobre as viagens oficiais, reconhecendo a necessidade de maior controlo. “Nem todas as viagens são indispensáveis”, admitiu, prometendo mais escrutínio e alinhamento com os interesses nacionais.
Por fim, revelou que o Ministério das Finanças está a liderar uma nova Estratégia de Transformação Económica que será “um manual nacional claro na visão, colectivo na propriedade e implacável na execução”, sustentado pela investigação rigorosa e ciência económica.