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Quénia pede que Ucrânia facilite regresso de jovens recrutados ilegalmente

Quénia pede que Ucrânia facilite regresso de jovens recrutados ilegalmente
Quénia pede que Ucrânia facilite regresso de jovens recrutados ilegalmente Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h14 07/11/2025

Nairobi - O Presidente queniano, William Ruto, pediu ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que facilite a libertação de jovens quenianos, "recrutados ilegalmente pela Rússia para combater na guerra", que estão sob custódia da Ucrânia.

"Expressámos a nossa preocupação com os jovens quenianos que foram recrutados ilegalmente [pela Rússia] para combater na guerra na Ucrânia e concordámos em sensibilizar a população para os perigos deste tipo de iniciativas", declarou Ruto na rede social X.

O Presidente queniano pediu a Zelensky que "facilite a libertação de quaisquer quenianos detidos sob custódia ucraniana" e agradeceu-lhe por "concordar" com o pedido.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, tem sido reportada a presença de centenas de africanos a combater ao lado da Rússia. Enquanto uns lutam voluntariamente como mercenários, outros denunciam o engano e a coação.

Em Setembro, o Quénia revelou que estava a investigar relatos dos seus cidadãos que, depois de alegadamente terem sido "traficados" para a Rússia, estavam a ser mantidos como prisioneiros de guerra pela Ucrânia.

O governo queniano acabou por reportar o regresso de pelo menos três cidadãos nesta situação.

Na altura, Petro Yatsenko, porta-voz da administração ucraniana responsável pelos prisioneiros de guerra, declarou à imprensa internacional que cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, estavam detidos em campos ucranianos, embora a maioria morresse ou ficasse gravemente ferida antes de ser libertada.

A BBC noticiou também em Setembro o resgate em Nairobi de mais de 20 pessoas, alegadamente vítimas de uma rede de tráfico humano com destino à Rússia.

 

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