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EUA entrega medicamento contra o HIV a Eswatini e Zâmbia

EUA entrega medicamento contra o HIV a Eswatini e Zâmbia
EUA entrega medicamento contra o HIV a Eswatini e Zâmbia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 18h51 18/11/2025

Washington - Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, a entrega de um novo tratamento contra o HIV ao reino Eswatini e à Zâmbia, meses depois de o Presidente Donald Trump ter cortado as ajudas internacionais, informa a AFP.

Washington prevê ampliar a distribuição do medicamento Lenacapavir em parceria com o Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária, e a farmacêutica norte-americana Gilead Sciences.

Cerca de mil doses foram enviadas para os dois países africanos e começarão a ser distribuídas esta semana, indicou o director-executivo do Global Fund, Peter Sands.

Os Estados Unidos planeiam financiar dois milhões de doses para países africanos de baixa e média renda até 2028, avançou o coordenador de ajuda internacional do Departamento de Estado, Jeremy Lewin, acrescentando que esta meta pode ser alcançada antes, em meados de 2027.

O Lenacapavir, comercializado sob a marca Yeztugo, é um novo tratamento injectável contra o HIV que requer apenas duas aplicações por ano, o que representa uma grande melhoria em relação a outros tratamentos com comprimidos diários, segundo especialistas.

O medicamento, fabricado pela Gilead Sciences, pode reduzir significativamente o número de infecções por HIV, especialmente em mulheres grávidas e lactantes.

Desde que regressou ao poder a 20 de Janeiro, Trump cortou mais de 80% das ajudas internacionais, com o argumento de que são um desperdício e não beneficiam os interesses dos Estados Unidos.

A sua administração afirmou que destinará a assistência a países de forma individual.

Desde 2010, os esforços globais conseguiram reduzir as infecções por HIV em 40%, mas dados da UNAIDS estimam que houve 1,3 milhões de novos casos em 2024.

O director-executivo da Gilead Sciences, Daniel O’Day, disse que a intenção é obter autorização para distribuir o medicamento no Botswana, Quénia, Malawi, Rwanda, Namíbia, Tanzânia e Zimbabwe.

“É um momento realmente importante na história do HIV” uma vez que “é a primeira vez na história que um tratamento administrado em África ocorre no mesmo ano em que é aprovado nos Estados Unidos”, disse o executivo.

Uma pesquisa publicada na segunda-feira por especialistas do Brasil, Espanha e Moçambique estima que os cortes nas ajudas dos Estados Unidos e dos países europeus podem causar, até 2030, cerca de 22,6 milhões de mortes de causas evitáveis.

 

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