PowerChina quer crescer em África com projectos de energia limpa
Adis Abeba - A empresa estatal chinesa de engenharia Power Construcion Corp (PowerChina) pretende elevar o seu crescimento em África, concentrando-se em projectos de energia renovável como parte da sua estratégia de expansão no estrangeiro, segundo afirmou Chen Guanfu, dirigente da empresa, na terça-feira (18) durante um evento da Bloomberg.
Os empréstimos chineses aos Governos africanos caíram drasticamente desde o pico de 2016, de cerca de 28 mil milhões de dólares por ano, à medida que Pequim se torna mais cautelosa quanto ao risco de endividamento, mas empresas estatais como a PowerChina continuam a avançar com novos projectos, cada vez mais focados em energias renováveis em vez de carvão.
“África é a nossa segunda casa”, afirmou Chen Guanfu, dirigente da PowerChina, acrescentando que a empresa pretende estabelecer operações em quase todos os mercados africanos dentro de cinco anos.
Chen indicou que África representa cerca de 30% da receita internacional da empresa estatal, valor que se espera aumentar para 40-45% até 2030. A estatal prevê que o crescimento seja impulsionado pelo desenvolvimento acrescido de centrais de energia limpa, barragens hidroelétricas e centrais a gás.
Na África do Sul, a PowerChina possui projectos de energia renovável no valor de cerca de 3,5 mil milhões de dólares, incluindo instalações solares fotovoltaicas e o Redstone, de energia solar concentrada. A empresa já entregou projectos como o parque eólico. Adama, na Etiópia.
Destacando a iniciativa híbrida de energia renovável Oya, na África do Sul, Chen descreveu-o como um esforço pioneiro para estabilizar a energia proveniente de fontes verdes intermitentes. O empreendimento decorre em colaboração com parceiros, incluindo a empresa sul-africana Eskom.
Chen acrescentou que o projecto serve como modelo-piloto não só para África, mas também para os mais de 100 mercados internacionais da PowerChina.