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PowerChina quer crescer em África com projectos de energia limpa

PowerChina quer crescer em África com projectos de energia limpa
PowerChina quer crescer em África com projectos de energia limpa Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h49 19/11/2025

Adis Abeba - A empresa estatal chinesa de engenharia Power Construcion Corp (PowerChina) pretende elevar o seu crescimento em África, concentrando-se em projectos de energia renovável como parte da sua estratégia de expansão no estrangeiro, segundo afirmou Chen Guanfu, dirigente da empresa, na terça-feira (18) durante um evento da Bloomberg.

Os empréstimos chineses aos Governos africanos caíram drasticamente desde o pico de 2016, de cerca de 28 mil milhões de dólares por ano, à medida que Pequim se torna mais cautelosa quanto ao risco de endividamento, mas empresas estatais como a PowerChina continuam a avançar com novos projectos, cada vez mais focados em energias renováveis em vez de carvão.

“África é a nossa segunda casa”, afirmou Chen Guanfu, dirigente da PowerChina, acrescentando que a empresa pretende estabelecer operações em quase todos os mercados africanos dentro de cinco anos.

Chen indicou que África representa cerca de 30% da receita internacional da empresa estatal, valor que se espera aumentar para 40-45% até 2030. A estatal prevê que o crescimento seja impulsionado pelo desenvolvimento acrescido de centrais de energia limpa, barragens hidroelétricas e centrais a gás.

Na África do Sul, a PowerChina possui projectos de energia renovável no valor de cerca de 3,5 mil milhões de dólares, incluindo instalações solares fotovoltaicas e o Redstone, de energia solar concentrada. A empresa já entregou projectos como o parque eólico. Adama, na Etiópia.

Destacando a iniciativa híbrida de energia renovável Oya, na África do Sul, Chen descreveu-o como um esforço pioneiro para estabilizar a energia proveniente de fontes verdes intermitentes. O empreendimento decorre em colaboração com parceiros, incluindo a empresa sul-africana Eskom.

Chen acrescentou que o projecto serve como modelo-piloto não só para África, mas também para os mais de 100 mercados internacionais da PowerChina.

 

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