ELEIçõES
CPLP elogia povo da Guiné-Bissau pela votação ordeira e pacífica
26/11/2025 11h48
Luanda - A Missão de Observação Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) elogiou, esta terça-feira, o povo da Guiné-Bissau pela forma pacífica e ordeira como exerceu o direito de voto, o que reforça o compromisso do país com a democracia representativa e com a sua afirmação internacional.
Na declaração preliminar relativa às eleições presidenciais e legislativas, realizadas domingo último, a CPLP destaca "a presença de delegados de duas candidaturas em todas as mesas visitadas, assim como a afixação das actas-síntese em locais acessíveis ao público, o que reforçou a transparência do processo" eleitoral na Guiné-Bissau.
De acordo com a declaração preliminar, os 23 observadores da CPLP, que foram chefiados pelo tenente-general Luís de Carvalho, de nacionalidade angolana, sublinham que "as assembleias de voto visitadas apresentaram condições adequadas de funcionamento, com procedimentos de abertura, votação e apuramento executados de forma correcta".
O documento assinala uma afluência significativa de eleitores no período da manhã, filas organizadas e prioridade assegurada aos cidadãos com necessidades especiais.
A missão de observação, adianta a declaração, registou também a presença de jovens e mulheres em número expressivo entre os membros de mesa, aproximando-se dos 50 por cento, e verificou que as forças de segurança demostraram uma conduta adequada, sem interferência no acto eleitoral.
A declaração preliminar realça o empenho da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, na condução dos actos eleitorais, incentiva o contínuo aperfeiçoamento dos procedimentos eleitorais e apela ao tratamento célere de eventuais dúvidas ou reclamações.
De acordo com uma nota de imprensa, o documento resulta do trabalho desenvolvido no terreno, desde 18 do corrente mês, e reflete as principais conclusões sobre o ambiente eleitoral, a organização do escrutínio e o comportamento dos intervenientes no processo.
Apresentou a declaração o tenente-general reformado, Luís de Carvalho, de Angola, perante o antigo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Africana, o antigo Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, chefe da Missão de Observação Eleitoral do Fórum de Anciãos da África Ocidental, e Issufu Baba Kamara, chefe da Missão de Observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A Missão de Observação da CPLP integrou 23 observadores provenientes de todos os Estados-Membros, nomeadamente diplomatas, técnicos e parlamentares das assembleias nacionais de Angola, Guiné-Equatorial, Moçambique e Portugal, bem como funcionários do Secretariado Executivo da organizaçãso.
Os observadores da CPLP acompanharam a fase final da campanha e foram distribuídos por seis regiões do país, nomeadamente o Sector Autónomo de Bissau, Gabú, Bafatá, Biombo, Cacheu e Oio, tendo observado 221 mesas de voto, em 22 círculos eleitorais.
Importa referir que, a Missão de Observação Eleitoral da CPLP vai permanecer na Guiné-Bissau até a divulgação oficial dos resultados.
Assistiram a apresentação da declaração, entre outras personalidades, membros do corpo diplomático acreditado na Guiné-Bissau e representantes das missões de Observação Eleitoral da União Africana, CEDEAO, CPLP, G7+ e Fórum de Anciãos da África Ocidental.