Nigéria e Burkina Faso dialogam sobre aeronave e soldados detidos
Abuja - O Governo Federal está a intensificar esforços diplomáticos para garantir a libertação de soldados nigerianos e de uma aeronave militar C-130 actualmente retidos no Burkina Faso, segundo apurou o jornal The Punch.
Os soldados e a aeronave, que já estão detidos há três dias, foram apreendidos pelo governo militar do Burkina Faso por supostas violações do espaço aéreo do país do Sahel.
Na quarta-feira, fontes das Forças Armadas da Nigéria confirmaram que os soldados e a aeronave ainda estavam detidos e disseram que o assunto agora estava a ser tratado pelo Ministério das Relações Exteriores.
O jornal Punch havia noticiado anteriormente, na terça-feira, que o governo de Burkina Faso afirmou que uma aeronave da Força Aérea Nigeriana, transportando 11 soldados, foi forçada a pousar no país na segunda-feira, após supostamente violar seu espaço aéreo.
A informação foi divulgada pela Agence d'Information du Burkina, a agência de notícias estatal, que publicou um comunicado da Confederação dos Estados do Sahel.
O comunicado acrescentou que uma investigação das autoridades burquinabes "evidenciou a ausência de autorização para sobrevoar o território de Burkina Faso com este dispositivo militar".
A AES condenou o incidente como uma violação da soberania, afirmando que "condena com a máxima firmeza esta violação do seu espaço aéreo e da soberania dos seus Estados-membros".
Em resposta ao incidente, a Força Aérea Nigeriana afirmou que a tripulação da aeronave C-130 que pousou em Bobo-Dioulasso, Burkina Faso, está segura e recebendo tratamento cordial das autoridades burquinabes.
A aeronave, que estava em missão de translado para Portugal, fez um pouso de precaução depois que a tripulação detectou um problema técnico logo após a decolagem de Lagos, em 8 de Dezembro de 2025.
Segundo um comunicado divulgado na terça-feira pelo director de Relações Públicas e Informação, Ehimen Ejodame, a tripulação foi desviada para o aeródromo mais próximo, em conformidade com os procedimentos de segurança padrão e os protocolos internacionais de aviação.
Ejodame afirmou que os planos para retomar a missão conforme programado estavam em andamento, acrescentando que a Força Aérea permanecia comprometida com os rigorosos padrões operacionais e de segurança.