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Exército da Somália mata 15 jihadistas da Al Shabab

Exército da Somália mata 15 jihadistas da Al Shabab
Exército da Somália mata 15 jihadistas da Al Shabab Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h01 29/12/2025

Mogadíscio - O exército da Somália matou 15 membros do grupo jihadista somali Al Shabab numa operação antiterrorista no sudoeste do país, informou hoje o Ministério da Defesa local, citado pela agência Efe.

De acordo com um comunicado hoje divulgado, as forças armadas somalis efectuaram "operações de segurança planificadas" na zona de Moora Gaabey, situada a cerca de 30 quilómetros a noroeste da cidade de Hudur, capital administrativa da região de Bakool, precisou o Ministério da Defesa.

A operação centrou-se em "esconderijos utilizados por elementos da milícia Al Shabab, que resultou na eliminação de 15 militares, incluindo três altos comandos que participaram directamente em actos de violência contra a população civil da zona".

Esta operação visou "desmantelar as redes terroristas e garantir a paz, a segurança e a protecção do povo somali", assinala o comunicado, acrescentando que as operações continuarão até que "se garanta plenamente a paz e a estabilidade duradouras em todo o país".

A Somália intensificou as operações militares contra a Al Shabab desde que o presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou em Agosto de 2022 uma "guerra total" contra os terroristas.

Desde então o exército, apoiado por várias missões da União Africana (UA), efectuou múltiplas ofensivas contra o grupo, por vezes com a colaboração militar dos Estados Unidos e da Turquia em bombardeamentos aéreos.

A AL Shabab, grupo afiliado desde 2012 à rede terrorista Al Qaeda, comete frequentes atentados para tentar derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um estado islâmico ultraconservador wahabista.

O grupo jiadista controla zonas rurais do centro e do sul da Somália, e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.

A Somália vive em conflito e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem governo efectivo e nas mãos de milícias islamistas e 'senhores da guerra.

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