ELEIçõES

Cerca de 6,8 milhões de guineenses participam nas eleições este domingo

Bandeira da República da Guiné - DR
Bandeira da República da GuinéImagem: DR

28/12/2025 08h33

Luanda - Cerca de sete milhões de eleitores escolhem, este domingo, um novo presidente na República da Guiné, entre nove candidatos, um dos quais é o actual Chefe de Estado interino, general Mamady Doumbouya.

O actual Presidente do país candidata-se de forma independente, mas com o apoio do movimento Geração para a Modernidade e o Desenvolvimento (GMD).

Segundo noticiou a agência France-Presse (AFP), Mamady Doumbouya parece ter o escrutínio ganho, devido a ausência de uma oposição forte.

A sua campanha decorreu sob o slogan "Construir Juntos", e Mamady Doumbouya prometeu, num vídeo publicado no início do mês, paz e estabilidade, aos cerca de 13 milhões de cidadãos guineenses.

Essa foi a única intervenção de campanha do general que está à frente do país desde 2021, após ter protagonizado um golpe de Estado e deposto o antigo Presidente Alpha Condé, e que se candidata às eleições presidenciais apesar de, inicialmente, ter prometido devolver o poder aos civis.

A tomada de poder por Mamady Doumbouya foi inicialmente acolhida com alegria pela população, após meses de manifestações duramente reprimidas contra um terceiro mandato de Alpha Condé.

Desde então, o general tem governado o país com mão-de-ferro.

Sob a sua presidência, vários partidos políticos e meios de comunicação social foram suspensos, as manifestações foram proibidas, em 2022, e são reprimidas.

Numerosos líderes da oposição e da sociedade civil foram detidos, condenados ou empurrados para o exílio e as notícias de desaparecimentos forçados e raptos multiplicaram-se, nos últimos anos.

Para se poder candidatar a este escrutínio, realizou um referendo no país, em Setembro último, para alterar a Constituição, que contou com uma participação de 91 por cento, mas foi fortemente criticado pela oposição.

Neste novo texto, passou a ser permitido que membros da junta militar se candidatassem ao poder e o mandato presidencial foi aumentado para sete anos.

O escrutínio está a ser organizado pelo Ministério da Administração Territorial e não por um órgão independente.

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