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Deputado do Mali condenado a três anos de prisão na Côte d'Ivoire

Deputado do Mali condenado a três anos de prisão na Côte d'Ivoire
Deputado do Mali condenado a três anos de prisão na Côte d'Ivoire Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h31 02/02/2026

Abidjan - Um parlamentar do Mali foi condenado a três anos de prisão na vizinha Côte d'Ivoire por insultar o presidente ivoirense, que recentemente conquistou seu quarto mandato, noticiou sábado a BBC.

Mamadou Hawa Gassama, que integra o parlamento de transição criado pela junta militar do Mali, foi preso em Julho passado durante uma viagem à Côte d'Ivoire.

Os procuradores disseram que o mesmo descreveu o presidente Alassane Ouattara como um "tirano", "um inimigo do Mali" e criticou fortemente a sua liderança em entrevistas e nas redes sociais.

Desde que os militares tomaram o poder no Mali em 2020, as relações com a Côte d'Ivoire têm sido tensas. Ouattara, aliado da França – antiga potência colonial em ambos os países – tem criticado a tomada de poder e outros golpes de Estado na África Ocidental.

Desde a prisão do político maliano em Abidjan, em Julho passado, as autoridades de Bamako não se pronunciaram sobre o caso.

"Acreditamos que esta decisão é... excessiva... é muito severa", disse Mamadou Ismaila Konate, advogado de Gassama, citado pela agência de notícias AFP.

Os procuradores argumentaram que as declarações de Gassama ultrapassaram a mera crítica política, acusando-o de tentar deliberadamente minar as instituições da Côte d'Ivoire e semear a discórdia entre os dois países vizinhos.

Isso nos lembra da disputa diplomática que eclodiu dois anos após o golpe, quando 49 soldados da Côte d'Ivoire foram condenados no Mali a 20 anos de prisão por atentarem contra a segurança do Estado.

Na época, a Côte d'Ivoire negou a acusação e afirmou que eles haviam sido enviados ao Mali como parte de uma missão da ONU para combater militantes islâmicos.

Desde então, os líderes militares do Mali supervisionaram a saída da missão de paz da ONU e das forças francesas, que haviam sido enviadas ao Mali em 2013 para ajudar a lidar com a crescente insurgência jihadista.

 

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