OMS denuncia ataques contra centros médicos no Sudão
Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou hoje pelo menos 31 mortos, entre eles quatro profissionais de saúde e cinco crianças, e 27 feridos em ataques contra três centros médicos, na última semana, na região sudanesa de Kordofan.
Segundo a Lusa, a região é novo epicentro dos combates entre o exército sudanês e as forças paramilitares de apoio rápido (RSF, na sigla em inglês).
Sem apontar culpados, a OMS declara-se "horrorizada" com os ataques perpetrados entre terça-feira e quinta-feira nas instalações do estado de Kordofan do Sul, onde foram atingidos um centro de cuidados primários e um hospital em Kadugli, e outro centro médico em Al Reef Alshargi.
"Os ataques aos cuidados médicos restringem ainda mais o acesso aos mesmos num momento em que são mais necessários", lamentou a OMS, que denuncia uma "deplorável violação do direito internacional humanitário" antes de apelar ao seu cessar imediato e recordar que "as instalações sanitárias, os bens, os pacientes e o pessoal sanitário nunca devem ser atacados, mas sim activamente protegidos".
No final da tarde de sábado, as RSF negaram qualquer envolvimento nestes ataques e acusaram, pelo contrário, o exército sudanês, rejeitando também estar por trás de outro "ataque gravíssimo" denunciado no sábado por médicos sudaneses: o impacto de um drone explosivo contra um comboio de deslocados, também em Kordofan, que matou 24 pessoas.
"As nossas forças expressam o seu profundo pesar pelas condenações precipitadas emitidas por alguns atores regionais sem verificação ou uso de mecanismos de investigação, num panorama mediático agora contaminado por informações falsas e campanhas enganosas", lamentam os paramilitares.