Angola manifesta preocupação com insegurança alimentar em África
Roma - A embaixadora de Angola em Itália, Josefa Correia Sacko, reafirmou esta quarta-feira, em Roma, que Angola continua preocupada com as situações no leste da República Democrática do Congo, Sudão e Somália, onde conflitos, deslocamentos e pressões relacionadas ao clima continuam a agravar a insegurança alimentar e a restringir o acesso humanitário.
Este pronunciamento foi feito pela diplomata durante a primeira sessão ordinária do conselho executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM), que avaliou o relatório anual da organização e a situação de crise da segurança alimentar do panorama global.
Sublinhou que o mundo continua a enfrentar uma convergência de crises – conflitos prolongados, fragilidade económica, choques climáticos e deslocamentos – que estão a levaras necessidades humanitárias a níveis sem precedentes.
Disse que embora com a situação vivida, a lista A aprecia o compromisso inabalável do PAM em prestar assistência que salva vidas, ao mesmo tempo que investe em vias de resiliência e recuperação.
“Por isso, congratulamo-nos particularmente com a ênfase da organização na inovação, na ação antecipada e nas abordagens integradas que fazem a ponte entre os esforços humanitários e de desenvolvimento”, disse a representante permanente de Angola junto das organizações unidas em Roma.
Neste contexto, a recentemente nomeada como membro da mesa e coordenadora da lista (A) do Bureau do conselho executivo da organização, em representação da região africana, frisou que o continente continua a ser o epicentro dos desafios globais em matéria de insegurança alimentar com enorme pressão sobre as comunidades vulneráveis.
“Observamos com profunda preocupação as grandes emergências que afectam actualmente vários países em todo o continente, incluindo o Sudão, a República Democrática do Congo, a Somália e o Sudão do Sul, onde milhões de pessoas continuam a enfrentar uma grave insegurança alimentar e deslocamentos", afirmou Josefa Sacko.
Acrescentou que "estas situações merecem a urgência de uma solidariedade internacional sustentada e de um financiamento previsível para permitir ao PAM responder em grande escala, apoiando simultaneamente os sistemas nacionais”.
Desta feita, assegurou que Angola alinha-se com a declaração proferida em nome da Lista A e expressa o seu apreço pelas observações abrangentes e voltadas para o futuro num panorama humanitário cada vez mais complexo, marcado por conflitos, choques climáticos, fragilidade económica e deslocamentos.