CEDEAO vai criar nova força para combater jihadistas
Abuja - Os estados da África Ocidental decidiram, durante o fim-de-semana, criar uma nova força de dois mil soldados para combater a crescente ameaça jihadista na região, disseram fontes diplomáticas e militares à AFP na terça-feira, de acordo com o jornal nigeriano Vanguard.
A ideia de uma força anti-jihadista vem sendo discutida há anos pelos 12 países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
O Sahel, uma região que atravessa a África, separando o norte do continente da sua parte subsaariana, tem sido assolado há anos por insurgências jihadistas lideradas por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
Os grupos têm sido particularmente activos em três antigas colónias francesas — Burkina Faso, Mali e Níger — que deixaram o grupo CEDEAO nos últimos anos, após juntas militares assumirem o poder nesses países.
Os três países não participarão da nova força, disseram as autoridades.
Após uma reunião dos chefes militares da CEDEAO em Freetown, nos dias 28 de Fevereiro e 1º de Março, foram definidos os detalhes da nova força para "combater o terrorismo", disse à AFP um alto funcionário militar nigeriano, afirmando que vários países participantes anunciaram o número de soldados que iriam contribuir.
O objectivo inicial é ter cerca de 2.000 soldados prontos para combater o “terrorismo e a insegurança” em toda a África Ocidental, acrescentou.
Durante as discussões, os chefes militares "pintaram um quadro preocupante do cenário de segurança regional", disse uma fonte próxima à reunião.
“As discussões se concentraram no aumento da ameaça terrorista, na expansão do crime organizado transnacional e nos desafios persistentes relacionados à insegurança marítima”, disse a fonte.
De acordo com uma fonte oficial de Serra Leoa, as tropas permanecerão estacionadas em seus países de origem, com Serra Leoa servindo como base logística para o grupo.
As discussões sobre como financiar a força ainda estão em andamento, disse à AFP uma fonte próxima às negociações. A CEDEAO ainda não emitiu um comunicado oficial.