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Ex-presidente senegalês Macky Sall é candidato ao cargo de SG da ONU

Ex-presidente senegalês Macky Sall é candidato ao cargo de SG da ONU
Ex-presidente senegalês Macky Sall é candidato ao cargo de SG da ONU Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h09 04/03/2026

Dakar - O Burundi apresentou na segunda-feira a candidatura do ex-presidente senegalês Macky Sall, de 2012 a 2024, para substituir o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a porta-voz da Assembleia Geral da referida organização, refere o jornal Le Soleil.

"O Presidente da Assembleia Geral recebeu uma nova indicação", disse a porta-voz da Assembleia Geral da ONU, La Neice Collins, aos jornalistas. "Trata-se de Macky Sall, ex-presidente do Senegal. Ele foi indicado pela República do Burundi, que apresentou a documentação esta manhã".

“O Burundi preside à União Africana e é importante que o Presidente (Sall) tenha uma abordagem continental. A sua luta, particularmente enquanto presidente da União Africana (de Fevereiro de 2022 a Fevereiro de 2023), foi para levar a voz de África aos organismos internacionais”, disse à AFP uma fonte próxima do antigo presidente senegalês.

Em Novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros solicitando indicações para o cargo de Secretário-Geral. O próximo chefe das Nações Unidas iniciará seu mandato em 1º de Janeiro de 2027.

Cada potencial candidato deve ser oficialmente indicado por um estado ou grupo de estados, mas não necessariamente por seu país de origem.

Até o momento, havia dois candidatos oficiais: a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi. A Costa Rica também indicou sua ex-vice-presidente, Rebeca Grynspan, mas sua candidatura ainda não é oficial.

Seguindo uma tradição de rotação geográfica que nem sempre é respeitada, o cargo está sendo reivindicado desta vez pela América Latina. Muitos países também defendem que uma mulher ocupe essa posição pela primeira vez.

Mas são os membros do Conselho de Segurança, que devem iniciar o processo de selecção até o final de Julho – e em particular os cinco membros permanentes com direito de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) – que realmente têm o futuro dos candidatos em suas mãos.

Na verdade, é apenas por recomendação do Conselho que a Assembleia pode eleger o Secretário-Geral para um mandato de cinco anos, renovável por mais um período.

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