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Japoneses avaliam investimentos no corredor de Nacala em Moçambique

Japoneses avaliam investimentos no corredor de Nacala em Moçambique
Japoneses avaliam investimentos no corredor de Nacala em Moçambique Imagens: DR

Redacção

Publicado às 17h28 25/03/2026

Maputo - O embaixador do Japão em Moçambique avançou hoje que empresários japoneses vão visitar, na quinta-feira, o Corredor de Nacala para conhecer o seu potencial e áreas para investimento, no âmbito da formalização dos acordos assinados em 2025.

“Nós realizamos esta conferência para apresentar a realidade do Corredor de Nacala, também informações sobre o corredor e, a partir de amanhã [quinta-feira], eu e algumas empresas japonesas vamos para o Porto, para o Corredor de Nacala, realmente para conhecer como está a situação do Porto e do Corredor de Nacala”, disse aos jornalistas o embaixador japonês em Moçambique, Hamada Keiji, à margem da conferência sobre o desenvolvimento do Corredor de Nacala, em Maputo.

O diplomata japonês considerou importante que as empresas nipónicas conheçam o corredor de Nacala, localizado na província de Nampula, norte de Moçambique, para “saber quais são as oportunidades para investimentos”.

“Acreditamos que o Corredor Nacala e, em particular, o desenvolvimento do Porto de Nacala podem servir como uma porta de entrada para a criação de novos negócios e para o crescimento regional”, disse o embaixador, estimando que cerca de 30 empresas japonesas, com mais de 100 participantes, estão no país para explorar estas oportunidades.

Em agosto de 2025, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, destacou a importância do Corredor Logístico de Nacala, que liga o país aos vizinhos Maláui e Zâmbia, referindo ter um “enorme potencial” para dinamizar o comércio em África, durante a 9.ª Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD9) e na qual pediu investimentos daquele país asiático para a sua rápida operacionalização em larga escala.

Daniel Chapo referiu que os investimentos do Japão são essenciais para o crescimento económico de Moçambique e da região, tendo garantido que o país está a avançar com reformas para assegurar “parcerias robustas” com o país nipónico.

O evento hoje realizado visava fornecer às empresas japonesas informações sobre o potencial para desenvolvimento do Corredor de Nacala, identificar oportunidades e projetos de investimento concretos, além de promover o diálogo e firmar parcerias entre empresas moçambicanas, japonesas e o Governo.

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue, enalteceu o apoio do Japão, destacando que representa transferência de conhecimento, inovação tecnológica e padrões internacionais de gestão portuária fundamentais para posicionar o porto como uma referência regional.

Os empresários moçambicanos manifestaram também disponibilidade para facilitar o diálogo e a assinatura de acordos de parcerias entre as empresas nacionais e estrangeiras disponíveis a investir no desenvolvimento do Corredor de Nacala.

“A CTA reafirma o seu compromisso de trabalhar com o Governo na remoção de constrangimentos ao investimento, na promoção de reformas que aumentem a competitividade da economia, apoiar o desenvolvimento de cadeias de valor associadas ao Porto, facilitar o diálogo entre investidores, operadores e instituições públicas”, disse Álvaro Massingue.

O corredor, em operação desde 2016, é um investimento de 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) que juntou antes a multinacional brasileira Vale, na altura um dos proprietários, o conglomerado japonês Mitsui e a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

O empreendimento inclui um porto de águas profundas em Nacala, norte de Moçambique, ligado a uma linha férrea com 912 quilómetros, através da qual é escoado carvão extraído da província interior de Tete.

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