Pelo menos 13 mortos em ataque a casamento na Nigéria
Abuja - Pelo menos 13 pessoas morreram num ataque contra um grupo de pessoas que participavam numa festa de casamento, no norte da Nigéria, havendo também informação de raptos, anunciaram hoje fontes locais.
"Bandidos atacaram uma cerimónia de casamento na aldeia de Kahir (...) causando morte a 13 pessoas e ferindo vários convidados", indicaram as autoridades num relatório de segurança preparado para as Nações Unidas citado pela agência France-Presse (AFP).
Segundo o mesmo documento, foram ainda raptadas um número indeterminado de pessoas.
Tal como muitos estados do norte da Nigéria, o estado de Kaduna é alvo de violência por parte de gangues armados localmente chamados de "bandidos", que saqueiam as aldeias e raptam habitantes, bem como de uma ameaça terrorista crescente, com grupos do nordeste a estenderem a sua influência para oeste.
Na mesma noite, ocorreu outro ataque num bar em Jos, a capital do instável estado de Plateau (centro), que desencadeou represálias por parte da multidão.
No total, a violência causou pelo menos 22 mortos.
Nos últimos meses, os Estados Unidos da América criticaram a incapacidade da Nigéria em conter a violência.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, denunciou uma suposta "perseguição" aos cristãos, acusações rejeitadas pelo Governo nigeriano e pela maioria dos especialistas.
Os Estados Unidos lançaram ataques aéreos surpresos no dia de Natal no estado de Sokoto, indicando ter visado terroristas ligados ao grupo Estado Islâmico.
Abuja declarou ter aprovado e coordenado estes ataques com Washington.
No mês passado, Washington começou a destacar 200 soldados para a Nigéria para fornecer apoio técnico e formação aos militares na luta contra os grupos rebeldes.