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Chefe da polícia da África do Sul suspenso por alegada corrupção

Chefe da polícia da África do Sul suspenso por alegada corrupção
Chefe da polícia da África do Sul suspenso por alegada corrupção Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h14 23/04/2026 - Actualizado às 21h16 23/04/2026

Pretória - O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, suspendeu hoje o chefe da polícia nacional, o general Fannie Masemola, pelo alegado envolvimento num caso de corrupção.

"Tendo em conta a gravidade destas acusações e o papel fundamental que o comissário nacional da polícia desempenha na luta contra o crime, acordei com o general Masemola a sua suspensão preventiva até a conclusão do caso", anunciou Ramaphosa numa mensagem dirigida à nação nos Union Buildings, sede do Governo na capital, Pretória.

Acompanhado pelo ministro interino da polícia, Firoz Cachalia, o Chefe de Estado indicou que a medida entra em vigor com efeito imediato e pretende "garantir a estabilidade na polícia".

Ramaphosa nomeou a tenente-general Puleng Dimpane, que também o acompanhou durante a comunicação, como comissária interina da polícia.

Até então, Dimpane exercia as funções de directora financeira da polícia.

O Chefe de Estado assegurou que o alegado envolvimento de Masemola num caso de corrupção constitui "uma grande preocupação para todos os sul-africanos" e enfatizou a necessidade de "reconstruir" o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS, em inglês).

O agora comissário suspenso foi detido em 24 de Março, juntamente com outros 12 membros de altos cargos policiais e três empresários, acusados de fraude, branqueamento de capitais e incumprimento das leis financeiras do país, encontrando-se todos em liberdade sob fiança.

Entre eles está o empresário Vusimusi 'Cat' Matlala, suspeito de ligações ao crime organizado.

Masemola é acusado de quatro crimes relacionados com a adjudicação, em 2024, de um contrato de saúde de 360 milhões de rands (cerca de 18,7 milhões de euros) à empresa Medicare 24, do próprio Matlala.

Masemola defendeu terça-feira a sua inocência perante o Tribunal de Primeira Instância de Pretória. É esperado que dia 13 de Maio volte a comparecer em tribunal, juntamente com os outros 15 acusados.

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