África

África


PUBLICIDADE

Forças russas vão permanecer no Mali face à pressão dos ataques rebeldes

Forças russas vão permanecer no Mali face à pressão dos ataques rebeldes
Forças russas vão permanecer no Mali face à pressão dos ataques rebeldes Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h32 30/04/2026

Moscovo - O Kremlin afirmou hoje que as forças russas permanecerão no Mali para apoiar o governo na luta contra os insurgentes, numa altura em que grupos ligados à Al-Qaeda reivindicam novos ganhos territoriais, noticiou a Reuters.

As autoridades militares malianas tentam restabelecer o controlo após ataques coordenados no fim-de-semana levados a cabo por insurgentes ligados à Al-Qaeda e uma coligação dominada por separatistas tuaregues. As acções resultaram na morte do ministro da Defesa, Sadio Camara, e forçaram a retirada de militares russos de uma cidade estratégica.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a presença russa responde a um pedido das actuais autoridades malianas e que Moscovo continuará a apoiar o país no combate ao extremismo e terrorismo.

Por sua vez, o grupo Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) anunciou, numa mensagem de vídeo, ter capturado a base militar de Hombori, no centro do Mali, e assumido dois postos de controlo próximos da capital, Bamako.

O grupo ameaçou ainda impor um cerco total à capital, uma cidade com cerca de quatro milhões de habitantes.

Segundo analistas, tal cenário poderá obrigar o exército a concentrar-se na defesa de Bamako, dificultando operações noutras regiões do país.

O analista Héni Nsaibia, da organização ACLED, advertiu que um bloqueio em grande escala poderá comprometer os esforços do governo para recuperar território.

Entretanto, o governo realizou um funeral de Estado para Sadio Camara, morto após um ataque com carros-bomba contra a sua residência e outros alvos.

O exército anunciou também bombardeamentos na cidade estratégica de Kidal, recentemente retomada pelos separatistas tuaregues. A localidade havia sido controlada pelo governo desde 2023, com apoio das forças russas.

A situação evidencia o agravamento da instabilidade no Mali e levanta receios de expansão da violência para outros países da região.

PUBLICIDADE