ENERGIA

Novo parque eólico diversifica sector energético da Etiópia

Novo parque eólico diversifica sector energético da EtiópiaImagem: DR

16/04/2026 19h10

Adis Abeba - O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, inaugurou hoje o parque eólico de Assela, que acrescenta 100 megawatts de energia limpa à rede nacional e fortalece a visão nacional de um sector diversificado e sustentável.

“Graças aos nossos esforços determinados para vencer a escuridão através da energia eólica, a Etiópia tem feito progressos constantes e hoje inauguramos com orgulho o Parque Eólico de Assela”, escreveu Ahmed em sua conta na rede social X, citada pela Prensa Latina.

Enfatizou que a instalação, localizada na região de Oromia (sul), é uma verdadeira prova do compromisso com um fornecimento de energia confiável e um país mais próspero.

As 29 turbinas totalmente operacionais serão capazes de atender às necessidades de electricidade de mais de 140 mil residências etíopes.

Em outra publicação, Abiy Ahmed mencionou que as usinas de Adama, Ashegoda e Aysha são provas claras dessa conquista. “O nosso trabalho não vai parar até que o país obtenha a energia alternativa que merece; hoje tornamos o projecto eólico de Assela uma realidade e estamos totalmente preparados para dar continuidade ao próximo”, concluiu.

De propriedade da estatal Ethiopian Electric Power Company, o projecto foi financiado pela Dinamarca com um investimento total de 146 milhões de euros, apoiado por um empréstimo de 117,3 milhões do Danske Bank e uma doação adicional de 28,7 milhões, de acordo com dados do Ministério das Finanças da Etiópia.

A empresa hispano-alemã Siemens Gamesa foi responsável pela construção do parque, considerado um exemplo da estratégia European Global Gateway, que utiliza os recursos financeiros e a experiência dos parceiros públicos e privados da Equipe Europa para desenvolver conexões de energia inteligentes, limpas e seguras em todo o mundo.

O projecto apoia a ambição da Etiópia de alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e o status de país de renda média até 2030 por meio de um caminho de desenvolvimento resiliente às mudanças climáticas e de baixo carbono.

A geração de energia renovável em larga escala é fundamental para reduzir a dependência de combustíveis fósseis nos transportes e na indústria, bem como dos combustíveis de biomassa tradicionais, utilizados predominantemente por famílias rurais.

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