COOPERAçãO BILATERAL
Itália e Quénia fortalecem laços durante fórum em Roma
20/04/2026 19h36
Roma – A Itália e o Quénia vão reforçar os laços políticos e económicos, com a realização do Fórum Empresarial entre os dois países, a decorer esta segunda-feira, em Roma, indica um comunicado.
Uma nota publicada no site oficial do Ministério das Relações Exteriores da Itália indica que a reunião, que contará com a presença do chefe da agência, Antonio Tajani, também incluirá o presidente queniano William Ruto e o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores daquele país africano, Musalia Mudavadi.
Este evento, realizado no Hotel Cavalieri Waldorf Astoria em Roma, tem importância estratégica para a Itália, pois o Quénia é um país fundamental para a implementação do chamado Plano Mattei, que visa aumentar a presença económica e comercial de Roma na África.
Segundo o texto, a Itália mantém excelentes relações bilaterais com essa nação, que está "comprometida com a defesa do multilateralismo e da estabilidade em uma região estratégica como a África Oriental", que actualmente é um dos mercados mais atrativos, "graças à sua localização geográfica e à presença de zonas económicas especiais".
O documento destaca que, em 2025, o comércio bilateral atingiu 280 milhões de euros, representando um aumento de 34,1% em comparação com o ano anterior, e que as relações económicas entre os dois países oferecem oportunidades significativas, especialmente nos sectores agroalimentar e de couro.
Destaca-se também o potencial para um maior intercâmbio nos sectores estratégicos de infra-estrutura e energia, com a contribuição de tecnologias avançadas, conhecimento técnico e capacidade de processamento específicos da indústria italiana, além da cooperação no turismo, como motor do crescimento económico.
Durante o evento, que contará com a presença de mais de 200 líderes empresariais italianos, Tajani terá um encontro bilateral com Mudavadi, com quem discutirá as relações entre os dois países no âmbito do Plano Mattei, bem como questões internacionais de interesse comum, incluindo a situação no Sudão, acrescenta a fonte.