CONFLITO

Tiroteios e explosões perturbam vários distritos no Mali

Tiroteios e explosões perturbam vários distritos no MaliImagem: DR

25/04/2026 20h24

Lyon - Explosões e tiroteios contínuos abalaram vários distritos do Mali na manhã deste sábado, incluindo as proximidades da principal base militar em Kati, nos arredores da capital Bamako.

A cidade é onde se encontra o governante militar do país, o general Assimi Goïta, que tomou o poder pela primeira vez quando o exército depôs o presidente Ibrahim Boubacar em Agosto de 2020, realça o Africanews.

Testemunhas oculares e fontes de segurança disseram que soldados foram mobilizados para bloquear estradas na região. Também foram ouvidos confrontos em Gao, a principal cidade do norte, e em Sevare, no centro do país sem litoral.

Não ficou claro o que causou as explosões e nenhum grupo militante reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo ataque.

O Mali enfrenta há mais de uma década um conflito jihadista e os militares tomaram o poder em dois golpes de Estado, em 2020 e 2021.

O governo prometeu restaurar a segurança num país onde militantes controlam grandes áreas do norte e do centro e realizam ataques frequentes contra o exército e civis.

Desde 2012, a região tem enfrentado ataques de grupos jihadistas afiliados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico, bem como de grupos criminosos comunitários e separatistas.

O governo militar, assim como seus homólogos nos países vizinhos Níger e Burkina Faso, rompeu relações com a antiga potência colonial, a França, e com alguns países ocidentais, para se aproximar da Rússia.

O Grupo Wagner, que lutava ao lado das forças malianas contra jihadistas desde 2021, anunciou o fim de sua missão em Junho de 2025.

Desde então, tornou-se o Corpo Africano, uma organização sob o controlo directo do Ministério da Defesa russo.

Embora a junta militar do Mali tenha prometido entregar o poder aos civis até Março de 2024, reprimiu os críticos e dissolveu os partidos políticos.

Em Julho de 2025, concedeu a Goïta um mandato presidencial de cinco anos, renovável "quantas vezes forem necessárias" e sem eleições.

Desde Setembro, um grupo afiliado à Al-Qaeda, conhecido pela sigla árabe JNIM, vem atacando comboios de caminhões-tanque de combustível, paralisando a capital Bamako no auge da crise, em Outubro.

Apesar de vários meses de calmaria, os moradores enfrentaram uma escassez de diesel em Março, com o combustível a ser priorizado para uso no sector de energia

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