Chefe da junta militar do Mali assume cargo do ministro da Defesa assassinado
Bamako - O líder da junta militar do Mali, Assimi Goita, assumirá também o cargo de ministro da Defesa, segundo um decreto anunciado segunda-feira, após a morte do ministro anterior em ataques de grande escala, informou o portal Africanews.
O Mali enfrenta uma crise de segurança após um ataque a redutos da junta militar liderados por separatistas tuaregues e jihadistas ligados à Al-Qaeda, há mais de uma semana, durante o qual o ministro da Defesa, Sadio Camara, foi morto por um carro-bomba na sua residência.
Os separatistas e jihadistas conseguiram capturar a cidade estratégica de Kidal, no norte do país, durante o ataque a várias posições da junta militar, no maior ataque ocorrido na África Ocidental em quase 15 anos.
Os confrontos resultaram na morte de pelo menos 23 pessoas e o UNICEF informou que civis e crianças estavam entre os mortos e feridos.
Militantes do braço da Al-Qaeda na região do Sahel - o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM) - uniram forças com a Frente de Libertação de Azawad (FLA), um movimento separatista tuaregue, nos ataques contra a junta militar e os seus mercenários russos.
Goita, na sua nova função, será auxiliado pelo general Oumar Diarra, de acordo com um decreto separado.
Diarra actuava como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, mas agora é ministro delegado junto ao ministro da Defesa.
Os dois decretos foram lidos em voz alta na emissora pública ORTM.