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Banco Mundial e África do Sul discutem financiamento para energia nuclear

Banco Mundial e África do Sul discutem financiamento para energia nuclear
Banco Mundial e África do Sul discutem financiamento para energia nuclear Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h20 20/05/2026

Joanesburgo - A empresa estatal de energia da África do Sul Eskom está em conversações preliminares com o Banco Mundial sobre o financiamento de um programa nuclear de vários milhares de milhões de dólares que poderá ser lançado dentro de 12 meses, revelou nesta quarta-feira, 20 de Maio, um alto responsável da empresa à Reuters.

A Eskom, que gere a única central nuclear em funcionamento em África, perto da Cidade do Cabo, está a preparar um pedido de informações que abrange até 5200 megawatts (MW) de nova capacidade.

A África do Sul procura mais energia de base — um fornecimento de electricidade estável e contínuo — à medida que se afasta do carvão, que ainda fornece a maior parte da sua energia.

A Eskom propõe 4800 MW provenientes de reactores convencionais de água pressurizada e 400 MW de pequenos reactores modulares (SMR), com pelo menos metade da capacidade dos SMR destinada à sua estratégia de transição do carvão para a energia nuclear.

“Estamos em discussões exploratórias com a maioria dos potenciais financiadores sobre diferentes formas de financiar este projecto”, afirmou Bheki Nxumalo, director-executivo do grupo Eskom, à margem de uma conferência sobre energia na Cidade do Cabo.

“Estamos à procura de quem tenha ideias, sendo que existem diferentes opções”, disse Nxumalo, referindo-se a uma tecnologia que enfrenta oposição interna por parte de grupos ambientalistas e de comunidades.

A Eskom, que enfrenta dificuldades financeiras, não consegue financiar novas centrais nucleares por conta própria e está à procura de apoio de parceiros, incluindo bancos comerciais e instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento, segundo Nxumalo.

“Por uma questão de política, não comentamos discussões potenciais ou exploratórias com países-membros ou empresas de serviços públicos”, declarou um porta-voz do Banco Mundial.

No ano passado, o organismo internacional sinalizou um regresso ao financiamento nuclear, afirmando que apoiaria os países que o escolhessem como parte da sua matriz energética.

Opções de financiamento

O Banco Mundial afirmou que o seu envolvimento é orientado pelas prioridades de desenvolvimento dos países e pelo seu quadro político, que permite uma variedade de tecnologias.

As opções de financiamento em consideração incluem parcerias público-privadas e financiamento por fornecedores, em que um promotor constrói e financia uma central, tal como a estatal russa Rosatom está a fazer no projecto de El Dabaa, no Egipto, de acordo com Nxumalo.

“Há algum trabalho que precisamos de fazer internamente, mas queremos entrar no mercado para ambas as tecnologias (convencional e SMR) nos próximos 12 meses”, frisou.

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