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Mineração desregrada em Manica preocupa autoridades moçambicanas

Mineração desregrada em Manica preocupa autoridades moçambicanas
Mineração desregrada em Manica preocupa autoridades moçambicanas Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h49 15/06/2026

Manica - A Câmara de Minas de Moçambique (CMM) manifestou hoje preocupação com a mineração desregrada que causa problemas ambientais na província de Manica, centro do país, e pediu união no setor num contexto de descoberta de novos minérios críticos.

Falando no final de um encontro entre a Câmara de Minas de Moçambique e o chefe do Estado, Daniel Chapo, o presidente do Conselho de Administração da CMM, Edson Matches, afirmou que na reunião foram abordadas todas as questões que preocupam o setor, como o caso de Manica e das perspetivas “nesta fase de crescimento”.

“Estamos numa fase de descoberta de minerais críticos e é de grande importância que todas as instituições devem estar juntas para melhor enquadramento e agregação de valores”, disse, salientando que “a descoberta destes novos minérios no país abre novas frentes de investimento, exigindo uma forte articulação entre o setor público e privado para potenciar a industrialização local”.

Em 05 de Junho, o Presidente moçambicano admitiu a possibilidade de retirar licenças a mineradoras que desrespeitam normas ambientais em Manica, após a suspensão da mineração em 2025 e o levantamento gradual do impedimento a empresas que corrigiram irregularidades.

“Da avaliação que estamos a fazer, algumas dessas empresas [de mineração] que estavam no amarelo podem passar também para o verde. Mas temos um grupo que faz parte do vermelho, que de forma clara e inequívoca mostra-se que nunca vão passar nem para o amarelo nem para o verde”, disse Daniel Chapo.

A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorreu após o executivo moçambicano ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que, em Julho de 2025, constatou no terreno uma “mineração descontrolada” feita por operadores licenciados, com empresas a operar sem plano de recuperação ambiental nem sistemas de contenção de resíduos.

Em Dezembro, o Governo anunciou que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração.

Em Março deste ano, pediu que a prática do garimpo seja organizada através de associações ou cooperativas, para evitar a poluição dos rios e a contaminação de fontes de água.

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