BM aloca USD 250 milhões para projectos na zona norte de Moçambique
Maputo - O Banco Mundial aprovou o financiamento de cerca de 250 milhões de dólares norte-americanos para a implementação de projectos estruturantes nas províncias nortenhas moçambicanas de Cabo Delgado, Nampula e Niassa.
Denominado MOZ Community, o projecto prevê a implementação de acções viradas para o fortalecimento das comunidades locais, ampliação das oportunidades económicas e de emprego principalmente para jovens, além da construção de infra-estruturas resilientes em 56 distritos a serem abrangidos pela iniciativa nas três províncias nortenhas do país.
O Projecto vai estar alojado na Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) e surge como resposta aos problemas ligados às fragilidades económicas e ao conflito, visando a promoção da coesão social, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Com a iniciativa, pretende-se reforçar as acções de estabilização da província de Cabo Delgado, vítima de ataques terroristas desde 2017.
A informação foi avançada em Pemba, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, no arranque da Conferência Nacional sobre a Industrialização e Agro-negócio na província de Cabo Delgado, que tem duração de dois dias.
“Representa um investimento estratégico para o norte do país e vai cobrir Cabo Delgado, Niassa e Nampula uma região que continua a enfrentar desafios associados a fragilidade, aos impactos climáticos, a limitada disponibilidade de oportunidades económicas e a necessidade de reforço da coesão social”, disse o ministro.
“O projecto, aprovado a 18 de Junho corrente, tem como objectivo fortalecer a capacidade das comunidades locais, ampliar as oportunidades económicas e de emprego sobretudo para a juventude e investir em infra-estruturas resilientes nos 56 distritos abrangidos”, vincou.
Na ocasião, o governante destacou o papel da estabilidade no desenvolvimento económico da região.
“A estabilidade é uma condição indispensável para atrair investimentos, proteger comunidades, recuperar actividades económicas e garantir que o trabalho, a produção e o comércio possam florescer”, avançou.
“Cabo Delgado está a reconstruir a sua capacidade económica e social e esse processo deve estar acompanhado de investimentos que respeitem as comunidades e o ambiente, valorizem os recursos locais e gerem oportunidades concretas para os jovens”, acrescentou.