MIGRAçãO
Sobe para nove o número de moçambicanos mortos na África do Sul
04/06/2026 21h50
Maputo - O número de cidadãos moçambicanos mortos em ataques xenófobos perpetrados por cidadãos sul-africanos subiu de sete para nove.
A informação foi revelada pelo porta-voz do governo e Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma conferencia de imprensa em Maputo, na sequência da reunião do Conselho de Ministros.
Os ataques xenófobos ocasionaram não apenas a morte de nove moçambicanos, mas também afectaram pelo menos 874 cidadãos, numa escalada de violência que tem levado centenas de pessoas a regressar ao país.
“A situação continua a ser motivo de preocupação, especialmente devido à circulação de ameaças dirigidas a cidadãos estrangeiros residentes na província de KwaZulu-Natal, onde foi alegadamente concedido um prazo até 30 de Junho para a sua saída da região”, afirmou o ministro.
Em resposta a esta crise, o governo activou mecanismos de resposta e assistência logo após o início dos ataques na passada sexta-feira.
“Foi formada uma equipa multi-sectorial, abrangendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), os Serviços de Migração, a Alta Comissão e o Consulado de Moçambique na África do Sul”, destacou Isse.
O objectivo é avaliar a dimensão da crise e preparar uma resposta coordenada para acolher os cidadãos que desejam retornar ao país. Até ao momento, vários moçambicanos registaram-se no Consulado de Moçambique em Durban, formalizando a sua intenção de regressar.
O governo prevê a entrada imediata de mais de 300 cidadãos através da travessia fronteiriça de Ressano Garcia, a principal via terrestre entre Moçambique e a África do Sul.