MIGRAçãO
Zimbabweanos na Africa do Sul pedem ajuda para escapar da Xenofobia
29/06/2026 18h24
Cidade do Cabo - Mais de 500 zimbabweanos reuniram-se em frente ao consulado de seu país na Cidade do Cabo em busca de repatriamento assistido pelo governo, em meio a temores crescentes sobre manifestações anti-imigrantes planejadas para 30 de Junho.
Grupos anti-imigrantes estabeleceram um prazo não oficial — 30 de Junho — para que estrangeiros em situação irregular deixem o país voluntariamente; essa exigência tem sido acompanhada, com frequência, por ameaças de violência e agressões físicas contra estrangeiros, independentemente de seu status migratório.
Famílias carregando malas envoltas em plástico aglomeraram-se no consulado do Zimbábue, nas ruas adjacentes e em um parque próximo, à medida que o número de pessoas aumentava.
Alguns chegaram a dormir na calçada em frente ao consulado antes de serem acomodados dentro do prédio, conforme o espaço foi sendo liberado. Ônibus buscavam periodicamente alguns cidadãos para a repatriação, enquanto mais pessoas continuavam a chegar.
Organizações humanitárias distribuíram alimentos e outros tipos de ajuda no local, visto que as autoridades locais, provinciais e nacionais não prestaram assistência.
Crianças, inclusive bebés, foram vistas ao relento, no frio, em um momento em que se esperava queda nas temperaturas e havia previsão de chuvas fortes para o domingo.
Organizações humanitárias alertaram para o agravamento da situação humanitária, apontando sérios riscos à saúde, uma vez que centenas de pessoas permaneciam aglomeradas, sem acesso a saneamento adequado ou instalações para higiene pessoal.