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África do Sul processa mais de 53 mil estrangeiros para deportação

África do Sul processa mais de 53 mil estrangeiros para deportação
África do Sul processa mais de 53 mil estrangeiros para deportação Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h48 14/07/2026

Pretoria - A África do Sul processou mais de 53 mil cidadãos estrangeiros para deportação ou repatriamento facilitado pelo governo, intensificando os seus esforços para gerir a migração irregular, afirmou no domingo uma autoridade de alto nível.

Falando numa conferência de imprensa do Comité Interministerial sobre Migração em Pretória, a Ministra da Justiça e Desenvolvimento Constitucional, Mmamoloko Kubayi, informou que, até 11 de Junho, 53.449 estrangeiros tinham sido processados para deportação ou repatriamento.

Os cidadãos do Malawi representaram mais de 80% do total, seguidos pelos zimbabweanos e moçambicanos, disse Kubayi, que preside ao comité.

Os repatriamentos para países fora da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral totalizaram 2.615 casos, abrangendo 1.159 nigerianos, 939 ugandeses, 431 quenianos e 86 cidadãos da República do Congo, afirmou.

Kubayi disse que o governo sul-africano, através de vários departamentos, municípios e entidades públicas, financiou a maior parte das operações de repatriamento e deportação, incluindo os custos com transporte, segurança e alojamento.

Ela afirmou que as medidas temporárias introduzidas para acelerar os repatriamentos eram dispendiosas e nunca tiveram a intenção de ser permanentes.

Mais de 20.000 cidadãos do Malawi, do Zimbabué e de Moçambique foram repatriados através do Centro Temporário de Processamento de Repatriamento em Musina, na província de Limpopo, segundo o comité.

O centro foi criado para agilizar a verificação e o processamento de estrangeiros sem documentação, facilitar a sua libertação no posto fronteiriço de Beitbridge e reduzir a pressão sobre o Centro de Repatriamento de Lindela, na província de Gauteng.

Kubayi disse que o número de pessoas repatriadas caiu de 4.805, a 5 de julho, para 1.139, no sábado, o que motivou discussões sobre a redução gradual dos recursos temporários.

A mesma salientou que a redução não prejudicaria as operações de deportação e repatriamento em curso, uma vez que o governo continua legalmente obrigado a deportar os estrangeiros que tenham violado a Lei da Imigração.

Kubayi alertou ainda a população para que não realize buscas porta a porta, verifique os documentos de imigração nem tente retirar os estrangeiros das comunidades.

"A gestão da imigração, o controlo das fronteiras, a deportação e o repatriamento facilitado são da exclusiva responsabilidade do Estado", afirmou. Até 8 de julho, a polícia tinha registado 205 casos e detido 350 pessoas por incidentes envolvendo conduta ilegal, intimidação, incitamento e infrações conexas. Destes casos, 69 permaneciam sob investigação e 112 estavam a ser analisados pelo poder judicial, segundo Kubayi.

Ela afirmou que o governo continuaria a agir contra a criminalidade, a justiça pelas próprias mãos, a violência pública e as tentativas de indivíduos ou grupos de fazer cumprir eles próprios as leis da imigração.

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