ECONOMIA
Zimbabwe confiante em alcançar a meta de crescimento de 5% em 2026
31/07/2026 17h57
Harare - O Governo do Zimbabwe reiterou a confiança de que a economia nacional atingirá a meta de crescimento de 5% em 2026, impulsionada pela estabilidade macroeconómica e o reforço da transformação local dos recursos minerais.
A garantia foi dada quinta-feira pelo ministro das Finanças, Desenvolvimento Económico e Promoção do Investimento, Mthuli Ncube, durante a apresentação da revisão intercalar do Orçamento do Estado no Parlamento, reporta a agência Xinhua.
Segundo o governante, a economia zimbabweana manteve um desempenho resiliente no primeiro semestre do ano, sustentada pelo crescimento das receitas fiscais e pela estabilidade da moeda, apesar das incertezas da economia mundial.
Mthuli Ncube informou que o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 6,8 por cento no primeiro trimestre de 2026, colocando o país no caminho para cumprir a meta anual de cinco por cento.
O ministro destacou que o desempenho económico deverá continuar a ser impulsionado pela valorização dos preços internacionais dos minerais, por uma campanha agrícola favorável e pelos resultados das reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios.
O sector mineiro continua entre os principais motores da economia, prevendo-se que a produção de ouro atinja 55,6 toneladas este ano. As exportações de produtos derivados do lítio também registaram um crescimento significativo durante o primeiro semestre.
No domínio da estabilidade económica, o ministro anunciou que a inflação média foi de 4,2 por cento nos primeiros sete meses de 2026, assinalando a primeira vez, em mais de três décadas, que o país regista uma taxa de inflação de um único dígito.
Mthuli Ncube descartou igualmente a necessidade de um orçamento suplementar, ao explicar que a execução orçamental atingiu cerca de 42,5 por cento no primeiro semestre, o que considera suficiente para assegurar a implementação do orçamento aprovado até ao final do ano.
Para 2027, o Governo projecta um novo crescimento económico de cinco por cento, apesar dos riscos associados a uma eventual seca provocada pelo fenómeno El Niño. A previsão assenta no aumento da transformação local dos minerais, no reforço do valor acrescentado na indústria transformadora e na continuação das reformas estruturais.