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Presidente sul-africano considera Corredor do Lobito estratégico para África

Presidente sul-africano, Ciryl Ramaphosa
Presidente sul-africano, Ciryl Ramaphosa Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h51 15/08/2026 - Actualizado às 13h51 15/08/2026

Luanda - O Presidente da África do Sul, Ciryl Ramaphosa, destacou, sexta-feira, em Durban, a importância dos corredores de integração regional, enquanto instrumentos para aproximar mercados, facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e impulsionar o comércio e o investimento intra-africanos.

Entre os projectos de relevância estratégica, o Estadista sul-africano destacou o Corredor do Lobito, pela sua capacidade de fortalecer as ligações entre os países da África Austral e Central, e de facilitar o acesso aos mercados internacionais, segundo o JA Online.

Cyril Ramaphosa discursava numa palestra subordinada ao tema “Traduzir a Visão 2050 da SADC em acção: Caminhos para a solidariedade, igualdade e prosperidade partilhada”, na qual o ministro das Relações Exteriores, Téte António, esteve presente.

Durante o evento, realizado à margem da Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Universidade do KwaZulu-Natal, o Presidente da África do Sul defendeu a necessidade de transformar a Visão 2050 da SADC em resultados concretos para as populações.

Para o sucesso desse objectivo, o Estadista sul-africano propôs o reforço da solidariedade, da cooperação e da integração regional, com vista à construção de uma comunidade baseada na igualdade e na prosperidade partilhada.

Segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), citada pelo JA Online, a reflexão incidiu sobre o potencial económico da África Austral, com foco no domínio dos recursos naturais.

O documento defende uma maior valorização e transformação local das matérias-primas através da industrialização, do desenvolvimento de cadeias de valor regionais, da criação de emprego e da diversificação das economias.

Ramaphosa condena actos de xenofobia

O Chefe de Estado da África do Sul condenou os recentes actos de xenofobia registados no país. Na sua intervenção, o governante reafirmou a necessidade de se preservarem os valores de solidariedade, fraternidade africana e respeito pela dignidade da pessoa humana, princípios que serviram de alicerce para as lutas de libertação do continente.

Ao abordar a dimensão histórica da integração regional, Cyril Ramaphosa evocou as lutas de libertação de África e reconheceu o contributo dos países da SADC para a conquista das independências e da soberania dos povos africanos.

A iniciativa reuniu ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros da SADC, estudantes universitários, membros do Governo sul-africano e representantes de diferentes partidos políticos da África do Sul.

A palestra abordou as profundas transformações económicas e geopolíticas que influenciam directamente o futuro da SADC, num cenário global marcado pela volatilidade dos mercados e pela transição energética.

Durante os debates, foi reforçada a necessidade urgente de uma maior coordenação político-estratégica entre os Estados-membros.

Os especialistas sublinharam que o alinhamento de políticas macroeconómicas é o único caminho viável para converter as vastas potencialidades da região — como as reservas minerais e as terras aráveis — em oportunidades reais de desenvolvimento sustentável.

O foco deve centrar-se na aceleração da integração económica, no fomento do comércio intrarregional e, fundamentalmente, na melhoria das condições de vida das populações da África Austral.

 

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