África

África


PUBLICIDADE

Ramaphosa pede desculpas por actos de violência contra estrangeiros

Ramaphosa pede desculpas por actos de violência contra estrangeiros
Ramaphosa pede desculpas por actos de violência contra estrangeiros Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h42 17/08/2026

Durban - O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, pediu desculpas ao seu homólogo moçambicano, Daniel Chapo, pela violência recentemente perpetrada por cidadãos sul-africanos contra estrangeiros, incluindo moçambicanos.

A discriminação contra estrangeiros resultou em saques, deslocamentos, assédio e tumultos fatais em assentamentos informais. Milhares de moçambicanos foram forçados a abandonar as suas casas e meios de subsistência, enquanto outros enfrentaram um ambiente de insegurança, marcado por ameaças, agressões e destruição de propriedades.

De acordo com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, falando a jornalistas na noite deste sábado, em Durban, província sul-africana de KwaZulu-Natal, o Presidente sul-africano apresentou o pedido de desculpas durante uma palestra realizada na Universidade de KwaZulu-Natal, na qual participou o Presidente Chapo, no contexto da 46.ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

“O Presidente Ramaphosa, com toda a humildade, pediu desculpas pela violência levada a cabo por cidadãos sul-africanos contra estrangeiros, incluindo moçambicanos. É verdade que o Governo sul-africano sempre tratou este assunto como migração ilegal, mas o Presidente Ramaphosa manifestou o seu pedido de desculpas pela violência”, disse a Ministra.

“Este assunto não foi muito bem gerido, houve erros na gestão, embora não estejamos aqui para criticar”, acrescentou.

Segundo a Ministra, durante a 46.ª Cimeira, o Presidente Ramaphosa continuará a abordar a questão da violência xenófoba juntamente com os seus homólogos.

“Durante a reunião do Conselho de Ministros do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, a África do Sul também abordou o assunto, embora não fizesse parte da agenda.

O Governo sul-africano foi felicitado por isso. Este assunto continuará a ser debatido. É preciso sentar e conversar para que possamos sarar as feridas abertas”, disse a governante.

 

PUBLICIDADE