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Oposição zambiana vai contestar no tribunal resultado das eleições

Oposição zambiana vai contestar no tribunal resultado das eleições presidenciais
Oposição zambiana vai contestar no tribunal resultado das eleições presidenciais Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h21 19/08/2026 - Actualizado às 22h23 19/08/2026

Lusaca - O líder da oposição zambiana, Brian Mundubile, anunciou quarta-feira que vai contestar judicialmente os resultados das eleições presidenciais de 13 de Agosto, nas quais o Presidente Hakainde Hichilema foi declarado vencedor para um segundo mandato.

Mundubile, candidato do National Reconciliation Party for Unity and Prosperity, afirmou que a sua campanha reuniu elementos que considera constituírem irregularidades no processo eleitoral. Segundo o dirigente, as alegadas falhas dizem respeito à votação, contagem, transmissão e declaração dos resultados.

A Comissão Eleitoral da Zâmbia declarou Hichilema vencedor com cerca de 60 por cento dos votos, enquanto Mundubile obteve aproximadamente 38 por cento. O resultado assegurou ao actual Presidente um segundo mandato à frente do país da África Austral.

Uma missão de observação eleitoral da União Europeia manifestou, entretanto, preocupações relacionadas com a transparência da contagem. Os observadores disseram que, em vários centros, os resultados não foram registados imediatamente nas folhas de apuramento, como determinam as regras eleitorais.

A missão europeia referiu igualmente interrupções prolongadas durante o processo de apuramento em quase metade dos locais observados. Segundo os observadores, em alguns casos, os responsáveis pelo apuramento pareciam aguardar instruções da sede antes de anunciar os resultados.

A tensão aumentou depois da votação, tendo a contagem sido temporariamente suspensa na sequência de relatos de violência contra funcionários eleitorais e furto de boletins. Onze pessoas, incluindo figuras da oposição, foram posteriormente detidas. O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou ao fim das detenções arbitrárias e ao respeito pelo devido processo legal.

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