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Oleoduto Moçambique-Zimbabwe reforça segurança energética regional

Expansão do oleoduto Moçambique-Zimbabwe reforça segurança energética regional
Expansão do oleoduto Moçambique-Zimbabwe reforça segurança energética regional Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h34 24/08/2026

Maputo — A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe prepara uma nova fase de expansão do oleoduto que liga o Porto da Beira, em Moçambique, à capital zimbabweana, Harare, numa iniciativa destinada a aumentar a capacidade de transporte de combustíveis e reforçar a segurança energética da África Austral.

O projecto surge após a conclusão de uma fase anterior de modernização que permitiu elevar a capacidade anual do sistema para cerca de três milhões de metros cúbicos. A nova etapa prevê um aumento para cinco milhões de metros cúbicos por ano até 2027, representando um crescimento superior a 60 por cento.

Para sustentar esta expansão, a companhia vai investir na construção de novas estações de bombagem ao longo do corredor energético, cuja primeira pedra deverá ser lançada em Setembro. As infra-estruturas permitirão aumentar o volume de combustíveis transportados entre os dois países e melhorar a eficiência operacional do sistema.

Segundo responsáveis da empresa, o reforço da capacidade do oleoduto responde ao crescimento da procura de combustíveis nos mercados da região. Além do Zimbabwe, a infra-estrutura serve indirectamente países como Zâmbia, Malawi, Botswana e algumas zonas da República Democrática do Congo, que utilizam o Corredor da Beira como uma das principais portas de entrada para produtos petrolíferos.

O Porto da Beira desempenha um papel estratégico nesta cadeia logística, funcionando como um dos mais importantes centros de recepção e distribuição de combustíveis da África Austral. A ligação por oleoduto reduz custos de transporte, diminui a pressão sobre as estradas e assegura maior regularidade no abastecimento dos países sem acesso directo ao mar.

Especialistas consideram que a expansão poderá fortalecer a integração económica regional e consolidar a posição de Moçambique como plataforma logística de referência para o comércio energético no interior do continente. O investimento é igualmente visto como um factor importante para atrair novos negócios e apoiar o crescimento industrial dos países servidos pelo corredor.

Com mais de quatro décadas de operação, o oleoduto Beira-Harare continua a ser uma das mais relevantes infra-estruturas energéticas da África Austral, contribuindo para a estabilidade do abastecimento de combustíveis e para o desenvolvimento económico da região.

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