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RDC reforça aposta nos minerais críticos para atrair investimentos

RDC reforça aposta nos minerais críticos para atrair investimentos
RDC reforça aposta nos minerais críticos para atrair investimentos Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h08 26/08/2026

Kinshasa – A República Democrática do Congo (RDC) continua a consolidar a sua posição como um dos principais destinos africanos para investimentos no sector mineiro, com novas iniciativas destinadas a impulsionar o aproveitamento dos minerais críticos e a aumentar o valor acrescentado da produção nacional.

As autoridades congolesas anunciaram recentemente um programa de financiamento superior a 14 milhões de dólares norte-americanos para promover investimentos responsáveis nos minerais críticos, no âmbito da cooperação estratégica entre a RDC e os Estados Unidos da América. A iniciativa visa apoiar projectos privados ligados à exploração e transformação de recursos minerais considerados essenciais para a transição energética mundial.

Paralelamente, o Governo congolês mantém a estratégia de aumentar o processamento local dos minérios. A decisão de restringir as exportações de concentrados de cobre e cobalto procura incentivar a instalação de unidades industriais no país e reforçar a participação nacional na cadeia de valor dos minerais.

O sector mineiro continua a desempenhar um papel determinante na economia congolesa. A RDC possui algumas das maiores reservas mundiais de cobre, cobalto, coltan e lítio, matérias-primas fundamentais para a produção de baterias eléctricas, equipamentos electrónicos e tecnologias de energia limpa.

Especialistas consideram que o actual contexto internacional, marcado pela crescente procura de minerais estratégicos, poderá proporcionar novas oportunidades para o país captar capitais estrangeiros e acelerar o processo de industrialização.

Entretanto, o Governo de Kinshasa defende que o desenvolvimento do sector deve ser acompanhado por investimentos em infra-estruturas, energia e formação profissional, de forma a assegurar benefícios económicos mais amplos para a população congolesa.

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