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Incêndio mata mais de 20 pessoas num casamento em Kinshasa

Incêndio mata mais de 20 pessoas num casamento em Kinshasa
Incêndio mata mais de 20 pessoas num casamento em Kinshasa Imagens: DR

Redacção

Publicado às 14h09 06/09/2026

Kinshasa – Pelo menos 22 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas após um incêndio ter deflagrado durante uma festa de casamento na comuna de Lingwala, no norte de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. As autoridades alertam que o número de vítimas poderá aumentar.

O incêndio ocorreu na noite de sexta-feira e prolongou-se até à madrugada de sábado numa sala de festas denominada Panacée, situada num edifício próximo do Museu Nacional da RDC.

Segundo testemunhas e autoridades locais, o pânico instalado entre os convidados desencadeou uma violenta debandada. Muitas pessoas ficaram encurraladas enquanto tentavam escapar pelas estreitas vias de evacuação existentes no edifício.

O presidente da comuna de Lingwala, Norbert Mushiga Nzindula, afirmou que a sala dispunha apenas de uma saída principal, considerada insuficiente para permitir a evacuação rápida de centenas de participantes. O fumo intenso agravou ainda mais a situação.

Entre as vítimas encontra-se um operador de câmara da Radiotelevisão Nacional Congolesa (RTNC), facto que provocou forte comoção nos meios de comunicação social do país.

As causas do incêndio continuam por determinar. Algumas testemunhas referiram que as chamas terão começado próximo da área reservada aos noivos, mas a polícia científica abriu uma investigação para apurar as circunstâncias exactas do incidente.

O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Jacquemain Shabani, deslocou-se ao local da tragédia e ordenou uma inspecção nacional às salas de festas e outros espaços destinados a eventos públicos. Os governadores provinciais receberam instruções para encerrar imediatamente os estabelecimentos que não cumpram as normas de segurança.

O desastre reacendeu o debate sobre a segurança dos edifícios públicos em Kinshasa. Incêndios mortais são frequentes na capital congolesa, especialmente durante a estação seca, devido à insuficiência de meios de combate ao fogo e ao rápido crescimento urbano sem infra-estruturas adequadas de protecção civil.

 

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