Partido PAM lidera eleições legislativas em Marrocos
Luanda - O ministro marroquino do Interior, Abdelouafi Laftit, anunciou que os resultados provisórios da contagem e apuramento dos votos nas legislativas locais e regionais, realizadas esta quarta-feira, deram vitória ao Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), com 97 cadeiras.
Segundo a agência MAPNEWS, o Partido Nacional de Reagrupamento dos Independentes (RNI) ficou em segundo lugar com 66 cadeiras, seguido pelo Partido Istiqlal (PI, 65 cadeiras), o Partido da Justiça e Desenvolvimento (PJD, 54), o Movimento Popular (MP, 29), a União Socialista das Forças Populares (USFP, 26) e o Partido do Progresso e do Socialismo (PPS, 19 cadeiras).
A lista indica ainda a União Constitucional (UC, 17 cadeiras), o Movimento Democrático e Social (MDS, 08), a Aliança da Esquerda (AG, 08), a Frente das Forças Democráticas (FFD, 02), o Partido da Equidade (PE, 02), o Partido dos Novos Democratas (PND, 01) e o Partido da Unidade e da Democracia (PUD, 01 cadeira).
Segundo Laftit, que apresentou os resultados provisórios das eleições, a taxa de participação atingiu 38,08 por cento do eleitorado nacional, em comparação com 50,86 em 2021 e 42,27 por cento em 2016.
Observou que a eleição de 23 de Setembro registou a participação de quase seis milhões de eleitores.
O ministro destacou que as províncias do Sul registaram, como habitualmente, uma elevada participação nas urnas.
Salientou que a taxa de participação atingiu os 77 por cento, na região de Laâyoune Sakia El Hamra, 53,48, na região de Guelmim-Oued Noun, e 61 por cento, na região de Dakhla Oued-Eddahab, o que constitui uma perfeita demonstração do apego dos cidadãos destas províncias à sua identidade marroquina e do seu efectivo envolvimento nas diversas instituições representativas.
Disse que a votação em todo o território nacional decorreu em boas e normais condições, com excepção de casos isolados que não afectaram o bom funcionamento do processo, graças à mobilização geral das diversas autoridades e serviços envolvidos, o empenho dos membros das mesas de voto, a colaboração dos representantes dos partidos políticos e dos candidatos e o espírito de responsabilidade e cidadania demonstrado pelos eleitores.
Ressaltou que este prazo nacional constitui uma nova etapa no processo de construção da democracia e das instituições do país, e mais uma oportunidade para a consagração da escolha democrática e a consolidação do papel dos órgãos eleitos.
Lembrou que este evento eleitoral foi objecto de uma preparação marcada por uma série de reformas legislativas e organizacionais destinadas a melhorar a qualidade do funcionamento eleitoral.
Deu a conhecer que o número total de observadores que acompanharam o processo eleitoral foi de três mil e seis, incluindo dois mil e 23 de associações da sociedade civil e 783 da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, além de 200 observadores estrangeiros, representando organizações não governamentais e organismos internacionais e regionais da África, Europa, América e Oriente Médio.