África

África


PUBLICIDADE

Quénia prepara resposta perante risco de cólera associado às chuvas

Quénia prepara resposta perante risco de cólera associado às chuvas
Quénia prepara resposta perante risco de cólera associado às chuvas Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h59 28/09/2026

Nairobi — As autoridades quenianas alertaram esta segunda-feira para o aumento do risco de cólera, febre tifóide e intoxicações por aflatoxinas durante o período de chuvas previsto para Outubro a Dezembro, numa altura em que o país reforça a preparação para possíveis emergências sanitárias.

O alerta está relacionado com a previsão de chuvas acima da média associadas ao fenómeno El Niño. As autoridades sanitárias consideram que as inundações e a contaminação das fontes de água podem aumentar a exposição da população a doenças transmitidas pela água.

A possibilidade de novos surtos de cólera constitui uma preocupação particular devido à relação entre a doença e o acesso limitado a água potável e saneamento adequado.

O Governo queniano está a preparar medidas para responder a eventuais emergências durante a época chuvosa, incluindo o reforço da vigilância e da capacidade de resposta das estruturas de saúde.

A Organização Mundial da Saúde informou igualmente hoje que as Forças de Defesa do Quénia estão a reforçar a sua capacidade médica de emergência para apoiar os serviços de saúde durante o período de chuvas previsto entre Outubro e Dezembro.

A preparação inclui uma maior capacidade para deslocar equipas médicas e prestar assistência às comunidades que possam ficar isoladas ou cujo acesso aos serviços de saúde seja afectado pelas chuvas.

As autoridades procuram ainda evitar que eventuais inundações provoquem uma deterioração das condições de higiene e saneamento, factores que podem favorecer a propagação de doenças infecciosas.

O alerta surge num contexto em que o Quénia continua também a acompanhar outros problemas de saúde pública, incluindo a circulação do mpox e casos de sarampo. Dados de vigilância actualizados indicam que o país registou mais de mil casos de mpox em 2026.

PUBLICIDADE