MLSTP supera ADI por 367 votos nas legislativas de São Tomé e Príncipe
São Tomé — O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe conquistou mais 367 votos do que a Acção Democrática Independente nas eleições legislativas realizadas domingo, segundo os resultados preliminares divulgados esta segunda-feira pela Comissão Eleitoral Nacional.
O presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Jeudiger do Nascimento, anunciou os dados durante uma conferência de imprensa realizada na capital são-tomense, mas recusou avançar o número de mandatos atribuídos a cada formação política. Segundo explicou, a distribuição dos mandatos compete ao Tribunal Constitucional.
Os resultados preliminares colocaram assim o MLSTP à frente da ADI em número de votos, numa disputa eleitoral acompanhada com atenção devido ao peso das duas formações no sistema político do arquipélago. O líder do MLSTP, Américo Barros, já tinha reivindicado a vitória antes da divulgação dos dados pela comissão eleitoral.
A reivindicação foi acompanhada pelo anúncio de uma passeata na cidade de São Tomé para assinalar o resultado. O partido procura, com este resultado, voltar a assumir uma posição central na composição parlamentar, depois de ter sido a formação política mais votada nas legislativas realizadas há 24 anos.
As eleições de domingo abrangeram, além das legislativas, os escrutínios autárquico e regional. As assembleias de voto encerraram às 17h00 locais, e a missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa descreveu o processo de votação como calmo e organizado.
Segundo a missão da CPLP, a abertura das mesas e o exercício do voto decorreram normalmente e de forma pacífica. Os observadores destacaram igualmente mudanças no processo eleitoral desde as eleições presidenciais realizadas em Julho.
A Comissão Eleitoral Nacional mantém, entretanto, a cautela quanto à distribuição definitiva dos lugares parlamentares. O Tribunal Constitucional terá a responsabilidade de validar os resultados e determinar formalmente os mandatos correspondentes aos resultados obtidos pelos partidos nos diferentes círculos eleitorais.
O processo eleitoral ocorre num momento de renovada disputa política no arquipélago, depois das eleições presidenciais realizadas em Julho. A validação dos resultados presidenciais demorou cerca de uma semana, segundo informações divulgadas pela imprensa são-tomense.