CRIME
Pelo menos 11 mortos em assassinato em massa na África do Sul
23/09/2026 18h15
Joanesburgo — Pelo menos 11 pessoas morreram e outras três ficaram feridas num ataque armado ocorrido numa residência na localidade de KwaMakhutha, na província sul-africana de KwaZulu-Natal, num dos mais recentes assassinatos em massa registados no país.
O incidente aconteceu durante uma festa realizada numa habitação situada a sul da cidade de Durban.
De acordo com a Polícia da África do Sul, três homens armados entraram na residência na noite de terça-feira e abriram fogo contra os participantes do convívio. Entre as vítimas encontrava-se uma mulher que estaria grávida. Dez pessoas morreram no local e uma décima primeira vítima não resistiu aos ferimentos após ser transportada para uma unidade hospitalar.
As autoridades informaram que 13 homens e uma mulher participavam na festa quando os atacantes chegaram ao local. Os suspeitos fugiram após o ataque e continuam a ser procurados pelas forças de segurança. Até ao momento não foram efectuadas detenções.
A motivação do crime ainda não foi oficialmente determinada. Contudo, a polícia indicou que algumas das vítimas eram conhecidas dos serviços de inteligência criminal devido a alegadas actividades ilícitas. Os investigadores admitem a possibilidade de o ataque estar relacionado com disputas entre grupos rivais.
Foi aberta uma operação de busca para localizar os três suspeitos. Equipas especializadas em homicídios e crime organizado encontram-se a recolher provas e testemunhos para esclarecer as circunstâncias do ataque.
A África do Sul continua a enfrentar elevados índices de criminalidade violenta. O país regista uma das mais altas taxas de homicídio do mundo, com dezenas de assassinatos reportados diariamente, segundo estatísticas oficiais e organizações internacionais.
O massacre ocorre numa altura em que cresce a preocupação pública com a violência no país. Nos últimos meses, a descoberta dos corpos de várias mulheres assassinadas na região de Ekurhuleni, perto de Joanesburgo, gerou protestos e apelos para um reforço das medidas de segurança e investigação criminal.