INVESTIMENTO

Dangote reitera continuidade do projecto de refinaria no Quénia

Dangote mantém projecto de refinaria no Quénia apesar de disputa judicialImagem: DR

29/09/2026 14h13

Lamu — O grupo nigeriano Dangote afirmou esta terça-feira que uma decisão de um tribunal queniano sobre uma disputa relacionada com direitos fundiários não deverá impedir a cerimónia de lançamento da construção da refinaria de petróleo prevista para quarta-feira, embora possa afectar algumas actividades no local.

A refinaria, projectada para uma capacidade de 700 mil barris de petróleo por dia, será instalada em Lamu, na costa do Quénia.

A decisão judicial determina que seja mantida a situação existente no terreno até à audiência marcada para 14 de Outubro.

O processo foi instaurado por 133 residentes de Chandavai, no condado de Lamu, que alegam que a área destinada à construção integra o seu património ancestral e que as suas famílias vivem e desenvolvem actividades agrícolas no local há várias gerações.

O grupo Dangote declarou que, nesta fase, a decisão judicial não suspende a cerimónia de lançamento da obra. Contudo, reconheceu que determinadas actividades no terreno poderão ser afectadas enquanto o processo judicial estiver pendente.

Durante um encontro com investidores realizado em Nairobi, o empresário Aliko Dangote manifestou confiança na continuidade do projecto e afirmou que a decisão do tribunal não deverá impedir o avanço da refinaria.

A futura instalação pretende reproduzir parte da experiência da refinaria Dangote situada nas proximidades de Lagos, que contribuiu para transformar a posição da Nigéria de grande importador de combustíveis para um país com capacidade crescente de exportação.

Ao contrário da Nigéria, o Quénia não possui actualmente produção comercial de petróleo. A construção da refinaria é apresentada pelo grupo como um projecto de grande dimensão para a infraestrutura energética do país e para o desenvolvimento das actividades industriais associadas.

Dangote estima que a refinaria de Lamu terá um custo entre 15 mil milhões e 16 mil milhões de dólares e espera concluir a construção até 2030.

O grupo iniciou também este mês a oferta pública inicial de acções da refinaria situada na Nigéria, numa operação que a Reuters descreve como a maior venda de acções realizada até agora em África.

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