Nova ronda de conversações de paz para Ucrânia realiza-se em Miami
Miami — Representantes ucranianos e europeus deslocaram-se a Miami para participar numa nova ronda de conversações de paz promovida pelos Estados Unidos, numa tentativa de reduzir a intensidade da guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, pretende alcançar um cessar-fogo limitado que possa abranger o Mar Negro, as instalações energéticas ou ambas as áreas.
A iniciativa diplomática decorre numa altura em que os combates continuam a provocar vítimas e danos em infra-estruturas.
Na região ucraniana de Donetsk, os ataques registados esta sexta-feira causaram dezenas de mortos, segundo informações divulgadas pela imprensa europeia, enquanto as autoridades russas também relataram vítimas na região fronteiriça de Belgorod.
O Governo ucraniano procura garantias de segurança e medidas concretas que permitam reduzir os ataques contra o território e as infra-estruturas do país.
A possibilidade de um cessar-fogo parcial poderá constituir um primeiro passo para diminuir os riscos humanitários, embora não resolva necessariamente as divergências territoriais e políticas que estão na origem do conflito.
A segurança do Mar Negro tem importância estratégica para o transporte de cereais, produtos agrícolas, combustíveis e outras mercadorias. Uma redução das hostilidades nessa zona poderá facilitar a circulação marítima e contribuir para diminuir os riscos para o comércio internacional.
As infra-estruturas energéticas constituem outro ponto sensível das negociações. Ataques contra refinarias, centrais eléctricas e instalações de distribuição podem comprometer o abastecimento, aumentar os custos de reconstrução e dificultar o funcionamento das empresas e dos serviços públicos.
A participação de representantes europeus reflecte a preocupação dos países do continente com as consequências da guerra para a segurança colectiva, os fluxos de refugiados e os custos económicos do conflito. Os governos europeus procuram igualmente assegurar que qualquer entendimento tenha condições de aplicação e mecanismos de acompanhamento credíveis.
Apesar das conversações, permanecem divergências importantes quanto aos termos de um eventual acordo e às garantias necessárias para impedir o regresso das hostilidades.
O resultado dependerá da disposição das partes para aceitar medidas verificáveis, da posição de Moscovo e de Kiev e da capacidade dos mediadores para transformar os contactos diplomáticos em compromissos concretos