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Ataque de aliados do Estado Islâmico mata 48 pessoas no Mali

Ataque de aliados do Estado Islâmico mata 48 pessoas no Mali
Ataque de aliados do Estado Islâmico mata 48 pessoas no Mali Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h13 20/10/2026

Bamako — Pelo menos quarenta e oito pessoas morreram num ataque atribuído a combatentes ligados ao Estado Islâmico na região de Ménaka, no leste do Mali, segundo informações divulgadas nesta terça-feira por um dirigente tuaregue e membro do Conselho Nacional de Transição. Entre as vítimas encontram-se crianças e pessoas idosas.

O ataque terá ocorrido durante a noite de domingo para segunda-feira, em localidades da região de Ménaka, uma zona marcada pela presença de grupos armados e pela disputa pelo controlo do território. As informações iniciais indicam que os atacantes acusaram os habitantes de fornecerem informações ao Exército maliano sobre as posições dos combatentes.

A organização conhecida como Estado Islâmico na Província do Sahel actua sobretudo no leste do Mali e em zonas dos países vizinhos, incluindo o Níger e o Burkina Faso. O grupo enfrenta também a concorrência de uma organização armada ligada à Al-Qaeda, num cenário de violência que tem dificultado a segurança das populações.

Segundo a informação divulgada pela Associated Press, o Exército maliano anunciou ter localizado uma importante base do grupo, situada a cerca de sessenta e cinco quilómetros a sudoeste da cidade de Ménaka. As forças militares afirmaram que a posição foi atingida depois de analisadas informações de inteligência, tendo sido identificados equipamentos e abastecimentos logísticos no local.

O ataque contra civis surge num contexto de acusações de abusos cometidos por forças favoráveis ao Governo. Uma reportagem da Reuters, baseada em fontes de segurança e responsáveis locais, apontou para possíveis represálias após operações contra pessoas suspeitas de colaborarem com os combatentes. As circunstâncias exactas e o número definitivo de vítimas permanecem sujeitos a confirmação independente.

A violência no Sahel continua a constituir um dos maiores desafios de segurança da África Ocidental. Apesar de os governos do Mali, do Burkina Faso e do Níger terem reforçado as operações militares e procurado apoio externo, os ataques contra comunidades rurais, a destruição de habitações e o roubo de animais continuam a provocar deslocações de populações e a agravar a insegurança alimentar.

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