Marrocos intensifica investimentos na hotelaria para o Mundial de 2030
Casablanca — Marrocos está a intensificar os esforços para atrair investimentos na hotelaria, no imobiliário e nas infra-estruturas turísticas, tendo em vista o Campeonato Mundial de Futebol de 2030, que o país organizará conjuntamente com Espanha e Portugal.
A estratégia procura aumentar a capacidade de acolhimento e consolidar a posição marroquina como destino internacional de turismo e negócios.
A preparação para o torneio está a criar oportunidades para investidores internacionais, cadeias hoteleiras, instituições financeiras de desenvolvimento e operadores locais interessados na construção, ampliação e modernização de empreendimentos turísticos.
Um dos principais objectivos anunciados pelo Ministério do Turismo consiste em acrescentar 60 mil camas hoteleiras antes da realização da competição. O aumento da capacidade de alojamento deverá permitir receber um maior número de visitantes, tanto durante o Mundial como nos anos seguintes, caso a procura turística se mantenha elevada.
A expansão prevista abrange não apenas hotéis tradicionais, mas também projectos imobiliários de utilização mista, empreendimentos comerciais e instalações destinadas ao turismo. A diversificação das ofertas poderá atrair diferentes categorias de visitantes, desde turistas de lazer até viajantes em negócios e participantes em eventos internacionais.
O investimento em hotelaria poderá produzir efeitos sobre outros ramos da economia, incluindo a construção civil, os transportes, a restauração, o comércio e os serviços. A procura de materiais, equipamentos, alimentação e mão-de-obra poderá proporcionar oportunidades às empresas nacionais, desde que estas disponham de capacidade para responder aos requisitos dos novos empreendimentos.
A Sociedade Marroquina de Engenharia Turística, conhecida pela sigla SMIT, participa no esforço de promoção das oportunidades de investimento. Está também previsto um encontro empresarial em Casablanca, a 26 de Novembro, que deverá reunir marcas hoteleiras internacionais, investidores, instituições de financiamento e responsáveis pelo desenvolvimento turístico.
A expansão da capacidade de alojamento exigirá, contudo, uma execução cuidadosa dos projectos, com atenção aos custos, à disponibilidade de água e energia, aos transportes e à formação profissional. Será igualmente importante assegurar que os investimentos beneficiem as empresas e os trabalhadores locais e que as novas instalações continuem economicamente viáveis depois do Mundial de 2030.