Zimbabwe espera aumento das remessas da diáspora
Harare - As remessas enviadas por cidadãos do Zimbabwe residentes no estrangeiro poderão ultrapassar US$ 3,2 mil milhões em 2026, segundo uma previsão divulgada pelo portal FurtherAfrica. Estes fluxos constituem uma fonte importante de divisas para as famílias e para a economia nacional.
O dinheiro enviado pela diáspora ajuda a financiar despesas domésticas, educação, cuidados de saúde, habitação e pequenas actividades comerciais.
As remessas também podem contribuir para o consumo interno e para a manutenção de negócios familiares, sobretudo quando o acesso ao crédito bancário é limitado.
A dimensão destes fluxos demonstra a importância económica das comunidades emigrantes e das redes de transferência de dinheiro entre países.
O efeito das remessas depende, porém, dos custos de transferência, das taxas de câmbio aplicadas e da parte dos recursos que é canalizada para poupança ou investimento produtivo.
Para transformar estes fluxos numa fonte mais duradoura de desenvolvimento, será importante melhorar o acesso aos serviços financeiros e criar condições para que as famílias possam investir em actividades geradoras de rendimento. O valor referido constitui uma previsão para o conjunto do ano, não um montante já confirmado como recebido.
Ataque com drones em Abyei expõe ligações económicas à guerra no Sudão
Abyei - Um ataque com drones contra o mercado de Amiet, em Abyei, provocou mais de 150 mortos e vários feridos, segundo informações divulgadas pela Reuters. O ataque terá atingido instalações de armazenamento de combustível e um camião suspeito de transportar combustível destinado às Forças de Apoio Rápido, grupo paramilitar envolvido na guerra sudanesa. Fonte: Reuters.
O incidente chamou a atenção para as redes comerciais que atravessam zonas fronteiriças e que, segundo diplomatas e analistas citados pela agência, poderão abastecer as forças envolvidas no conflito.
O combustível é um recurso estratégico para a mobilidade de tropas, o funcionamento de veículos militares e a manutenção de cadeias de abastecimento em territórios afectados pela guerra.
A circulação de combustíveis através do Sudão do Sul e de Abyei demonstra como as actividades comerciais podem ficar directamente ligadas à economia de guerra, aumentando os riscos para comerciantes, transportadores e populações civis.
As autoridades sudanesas negaram envolvimento no incidente, enquanto o Sudão do Sul apresentou versões distintas sobre as circunstâncias do ataque e afirmou que a situação não estava esclarecida.
Abyei acolhe igualmente pessoas que fugiram da guerra no Sudão. A destruição de mercados e de instalações comerciais ameaça os rendimentos das famílias, agrava a insegurança alimentar e dificulta a recuperação económica das comunidades afectadas.
A responsabilidade pelo ataque e alguns dos detalhes operacionais não foram confirmados de forma independente.