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Comunidade internacional alerta para agravamento da fome no Sudão

Comunidade internacional alerta para agravamento da fome no Sudão
Comunidade internacional alerta para agravamento da fome no Sudão Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h56 27/10/2026

Cartum - O agravamento da insegurança alimentar no Sudão levou os Estados Unidos, vários países europeus e outros parceiros internacionais a exigir a remoção dos obstáculos à assistência humanitária e o reforço urgente do financiamento destinado às populações afectadas pela guerra.

O alerta foi divulgado numa declaração conjunta, perante o risco de a crise alimentar evoluir para uma situação de fome generalizada.

Os signatários defenderam que as partes envolvidas no conflito devem permitir a entrada e a distribuição de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.

Solicitaram igualmente que as instituições financeiras internacionais adaptem os seus programas às necessidades extraordinárias do país, de modo a responder à deterioração das condições de vida.

A guerra opõe o Exército sudanês às Forças de Apoio Rápido desde Abril de 2023, na sequência de divergências sobre a integração das forças militares no processo de transição para um governo civil.

O conflito provocou destruição de infra-estruturas, interrupções no comércio e dificuldades persistentes no acesso das populações aos serviços básicos.

Em Junho, o sistema internacional de monitorização da insegurança alimentar, apoiado pelas Nações Unidas, estimou que cinco milhões e cem mil pessoas enfrentavam níveis graves de fome no Sudão. A produção agrícola tem sido afectada pela insegurança, pelas dificuldades de acesso às terras e por períodos de seca, reduzindo a disponibilidade de alimentos e as fontes de rendimento das famílias.

A declaração internacional solicitou a abertura de todas as rotas humanitárias transfronteiriças e internas, incluindo o acesso por via aérea à região do Darfur.

Os países signatários apelaram também à protecção dos trabalhadores humanitários e à suspensão dos ataques contra infra-estruturas civis, consideradas indispensáveis para a sobrevivência das comunidades.

A guerra já provocou a deslocação de mais de catorze milhões de pessoas, segundo os dados citados pela Reuters. Investigações das Nações Unidas e acusações apresentadas por governos internacionais apontam para graves violações dos direitos humanos, incluindo execuções, violência sexual e privação deliberada de alimentos.

As partes acusadas têm contestado alegações de abusos, enquanto a crise continua a exigir uma resposta humanitária de grande escala.

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