Etiópia e Banco Europeu de Investimento aprofundam parceria
Adis Abeba — A Etiópia e o Banco Europeu de Investimento, através da sua estrutura EIB Global, reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação financeira e mobilizar investimentos destinados a acelerar a transformação económica do país.
O entendimento foi abordado durante um encontro entre responsáveis do Ministério das Finanças etíope e uma delegação da instituição europeia.
A reunião contou com a participação da secretária de Estado das Finanças, Tiguist Fisseha, e de uma delegação chefiada por Andrew McDowell, director-geral do EIB Global, acompanhado por Christophe Litt, responsável pela área de Inclusão Financeira. As conversações incidiram sobre as prioridades nacionais e as possibilidades de reforçar o financiamento de projectos estratégicos.
As duas partes destacaram a importância de ampliar o acesso do sector privado ao financiamento, mobilizar recursos para iniciativas sustentáveis e aproveitar a experiência técnica europeia para apoiar a modernização da economia etíope. A parceria pretende aproximar os objectivos de desenvolvimento do Governo das oportunidades oferecidas por instituições financeiras e parceiros internacionais.
Um dos pontos abordados foi o avanço das conversações relativas a um financiamento de 190 milhões de euros destinado às áreas das finanças rurais e da energia. O apoio a estas actividades poderá contribuir para melhorar o acesso aos serviços financeiros, reforçar a actividade económica nas zonas rurais e apoiar investimentos associados ao fornecimento energético.
As partes abordaram igualmente o projecto do Aeroporto Internacional de Bishoftu, uma iniciativa de infra-estruturas considerada relevante para as ambições da Etiópia no transporte aéreo. A evolução do projecto dependerá dos respectivos procedimentos de financiamento, planeamento e execução, não tendo sido apresentados, no comunicado consultado, todos os termos financeiros ou prazos definitivos.
O reforço da parceria surge num contexto em que a Etiópia procura mobilizar capital externo para infra-estruturas, energia e desenvolvimento empresarial. Para os investidores, a previsibilidade regulamentar, a viabilidade dos projectos e a capacidade de execução serão factores determinantes.
O encontro confirma a intenção de ambas as partes de prosseguir o diálogo, embora os resultados económicos dependam da transformação dos compromissos em operações de financiamento efectivas.