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Afreximbank mobiliza milhões de dólares para desenvolver zonas industriais

Afreximbank mobiliza milhões de dólares para desenvolver zonas industriais
Afreximbank mobiliza milhões de dólares para desenvolver zonas industriais Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h00 30/10/2026

Cotonou — O Banco Africano de Exportação e Importação, Afreximbank, mobilizou mais de dois mil milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento de zonas industriais em vários países africanos, numa estratégia destinada a aumentar a transformação local de matérias-primas e a diversificar as exportações do continente.

O financiamento foi mobilizado em parceria com a empresa de desenvolvimento de zonas industriais Arise IIP e destina-se a apoiar infra-estruturas industriais e empresas instaladas em zonas económicas especiais. Actualmente, seis parques industriais encontram-se em funcionamento, enquanto outros 15 estão previstos.

A informação foi avançada por Kanayo Awani, vice-presidente executiva responsável pelo Comércio Intra-Africano e Desenvolvimento das Exportações do Afreximbank, durante o Fórum de Investimento em Zonas Económicas Especiais, realizado em Cotonou, no Benin.

Segundo a responsável, África necessita de investimentos coordenados ao longo de toda a cadeia produtiva, de modo a transformar os recursos agrícolas e minerais em produtos acabados, aumentando a capacidade industrial e a participação dos países africanos no comércio internacional.

A estratégia do banco combina financiamento de infra-estruturas, apoio às empresas instaladas nas zonas industriais e mecanismos de ligação entre os produtores locais e os mercados nacionais, regionais e internacionais.

Kanayo Awani destacou a Zona Industrial de Glo-Djigbé, no Benin, como exemplo do potencial destas iniciativas para aumentar o valor acrescentado da produção nacional. Antes da criação desta zona, o país transformava localmente menos de 1% do algodão produzido.

Actualmente, a unidade industrial processa cerca de 40 mil toneladas de algodão, apoiando uma cadeia produtiva integrada que permite transformar a matéria-prima em vestuário acabado. O modelo demonstra como a industrialização pode contribuir para aumentar as receitas de exportação e desenvolver novas oportunidades de emprego.

O Afreximbank encontra-se igualmente em negociações avançadas para estabelecer um escritório na Zona Industrial de Glo-Djigbé, com o propósito de aproximar os serviços de financiamento e facilitação do comércio das empresas que operam naquela plataforma industrial.

A instituição considera que as zonas económicas especiais poderão desempenhar um papel determinante na diversificação das economias africanas, permitindo reduzir a dependência da exportação de produtos não transformados e desenvolver cadeias regionais de fornecimento.

Para assegurar resultados duradouros, Kanayo Awani defendeu a necessidade de investimentos contínuos, infra-estruturas fiáveis, cadeias de abastecimento competitivas e mercados capazes de absorver os produtos fabricados em África.

A iniciativa está alinhada com os objectivos da Zona de Comércio Livre Continental Africana, que procura aprofundar a integração económica, expandir o comércio de bens e serviços e fortalecer as redes de produção no continente.

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