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Camarões estabelece acordo com Dangote para fornecimento de combustíveis

Camarões estabelece acordo com Dangote para fornecimento de combustíveis
Camarões estabelece acordo com Dangote para fornecimento de combustíveis Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h03 30/10/2026

Yaoundé — A Sociedade Nacional de Refinação de Petróleo dos Camarões (SONARA) anunciou a assinatura de um acordo com o grupo nigeriano Dangote e a empresa MRS Oil & Gas Company para assegurar o fornecimento de produtos petrolíferos refinados ao mercado camaronês.

O entendimento, assinado a 22 de Outubro, em Lagos, na Nigéria, pretende garantir um abastecimento estável e sustentável de combustíveis, numa altura em que os custos dos produtos petrolíferos registam aumentos associados às tensões e aos conflitos no Médio Oriente.

A parceria representa um passo importante para os Camarões, que dependem integralmente da importação de combustíveis refinados desde 2019, quando uma explosão danificou a sua única refinaria, instalada em Limbe.

A SONARA considera que o acordo poderá contribuir para reduzir os riscos de interrupção no fornecimento de combustíveis, reforçando a capacidade de resposta do país às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

A participação da refinaria Dangote, localizada na Nigéria, assume particular importância devido à sua capacidade de produção e à proximidade geográfica entre os dois mercados. A instalação nigeriana constitui uma das maiores unidades de refinação de petróleo do continente africano.

A empresa MRS Oil & Gas Company participa igualmente no entendimento, assegurando uma componente comercial e de distribuição na cadeia de abastecimento. A articulação entre as três entidades deverá facilitar o acesso dos Camarões aos produtos petrolíferos refinados.

A cerimónia oficial de apresentação da parceria, inicialmente prevista, foi adiada devido a dificuldades de agenda relacionadas com a participação do presidente do grupo Dangote, Aliko Dangote. Uma nova data deverá ser anunciada posteriormente.

O acordo surge num contexto em que vários países africanos procuram reforçar a segurança energética através de parcerias regionais, aumentando a capacidade de abastecimento e reduzindo a exposição às perturbações do comércio internacional de combustíveis.

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